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Maia chama ato contra STF de cena absurda causada por vândalos

Por volta das 21h30, o grupo não identificado lançou fogos de artifício contra o prédio do STF, simulando um bombardeio

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Danielle Brant e Isabella Macedo
Brasília, DF

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), qualificou nesta terça-feira (16) de cena absurda o lançamento de fogos de artifício contra o prédio do STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de sábado (13) e disse que o ato foi realizado por vândalos, e não por apoiadores do governo.

Maia concedeu entrevista pouco antes do início da sessão na Câmara dos Deputados e criticou o protesto feito por manifestantes depois que o governo do Distrito Federal desmontou acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Por volta das 21h30, o grupo não identificado lançou fogos de artifício contra o prédio do STF, simulando um bombardeio. No vídeo, divulgado em redes sociais, um homem profere insultos e menciona alguns nomes de ministros: Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandovsky e Gilmar Mendes.

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Nesta terça, o deputado afirmou que alguns usam manifestações para tentar criar um ambiente de ódio, de confronto e de ameaça. “Como nós vimos nos últimos dias, do meu ponto de vista, um auge no sábado, aquela cena absurda e lamentável de fogos sendo mirados acima do Supremo Tribunal Federal”, criticou.

Maia ainda diferenciou apoiadores do governo de vândalo, que é “aquele que ataca as instituições, ameaça os ministros do Supremo, os parlamentares e precisa de outro tipo de ação por parte do judiciário brasileiro.”

O presidente da Câmara também tachou de absurdo o acampamento do grupo armado de extrema direita. “Acho que uma coisa é o governo defender aqueles que fazem manifestações democráticas, e isso o governo está certo”, disse. “Agora certamente o governo, de forma nenhuma, defende aqueles que ameaçam e incitam o ódio contra as instituições democráticas.”

Maia também disse que o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter participado de manifestações com faixas contra o Supremo e o Congresso gera “um certo constrangimento”. “Mas certamente o presidente nunca falou a favor daquelas faixas e em algum momento ele começou a ter o cuidado de não estar participando de manifestações onde essas faixas estavam expostas.”

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Após o ato de sábado à noite, o governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) decidiu fechar a Esplanada dos Ministérios, no DF, no domingo (14), como forma de barrar atos antidemocráticos.

A medida foi elogiada por ministros do STF e governadores, que avaliaram que Ibaneis buscou mostrar limites aos manifestantes, conforme noticiou o Painel. A decisão também foi interpretada como um recado a Bolsonaro de que nem seus aliados estão dispostos a aceitar certos comportamentos. Rocha é um dos gestores mais próximos do presidente.

As informações são da FolhaPress




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