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Política & Poder

Magistratura sai em defesa de Juíza do DF

A Juíza federal Diana Wanderley, da 5ª Vara Cível Federal em Brasília entrou na mira de descontentes que se viram prejudicados com suspensão da retirada de radares das rodovias federais

Lindauro Gomes

Publicado

em

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Da Redação
redacao@grupojbr.com

Após ameaças, o Movimento Magistratura Independente publicou Nota de Repúdio em defesa da Juíza federal Diana Wanderley, da 5ª Vara Cível Federal em Brasília.

A magistrada entrou na mira de descontentes que se viram prejudicados com a decisão da Juíza em suspender a retirada de radares das rodovias federais pelo governo Jair Bolsonaro.

Diante dessas criminosas ocorrências e amplamente divulgadas na mídia, espera-se o engajamento e apoio das associações representativas de classe à magistrada. As autorias estão devidamente identificadas“, afirma a nota.

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O movimento espera uma “célere apuração técnica dos fatos” pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, com a responsabilização e punição dos culpados.

No último dia 13, reportagem da Folha de S.Paulo, revelou que a juíza passou a sofrer ameaças e ofensas nas redes sociais desde que suspendeu a retirada dos radares e solicitou à União estudos técnicos que embasem a substituição dos equipamentos.

A época, Diana Wanderley informou que acionou o Ministério Público Federal para investigar o que considerou ofensas, injúrias e calúnias decorrentes da decisão liminar (provisória).

A juíza disse que não vai se intimidar.

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“Aqui, eu decido da forma que eu acho que deva ser decidido o caso concreto, mas se lamenta o nível de politização de um assunto tão relevante para a sociedade”.


Diana Wanderley

“NOTA DE REPÚDIO –

AGRESSÕES E AMEAÇAS À MAGISTRADA

O MAGISTRATURA INDEPENDENTE, movimento associativo nacional que congrega magistrados no âmbito das Justiças Estadual, Trabalhista, Federal, Militar e Eleitoral, aliado a juízes, autoridades e demais cidadãos que anseiam um Poder Judiciário aperfeiçoado, eficiente no cumprimento de seu múnus, independente, inflexível com a corrupção endêmica e impermeável ao tráfico de influência de quaisquer formas ou origens, frente às agressões e ameaças feitas via redes sociais à magistrada DIANA MARIA WANDERLEI DA SILVA, Juíza Federal na 5ª Vara Cível – Secção Judiciária do Distrito Federal, vem de público se manifestar nos seguintes termos:

Cabe ao juiz, a partir de avaliação do que consta no processo, identificar os elementos de fato e de direito que formem seu convencimento e fundamentem a decisão que venha a ser por ele prolatada no caso sob seus cuidados profissionais.

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Se o cidadão, que tem interesse e legitimidade no processo não se conforma com a decisão, a via adequada é o recurso judicial. Quaisquer tentativas de intimidação ao magistrado são inadmissíveis e atingem frontalmente a independência da magistratura, o Sistema de Justiça e o Estado Democrático de Direito.

No caso em comento, a magistrada federal DIANA MARIA WANDERLEI DA SILVA, em razão de decisão judicial sua, vem sendo sucessivamente agredida e ameaçada, por postagens em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Diante dessas criminosas ocorrências e amplamente divulgadas na mídia, espera-se o engajamento e apoio das associações representativas de classe à magistrada. As autorias estão devidamente identificadas. Com a atuação da Polícia Federal e Ministério Público Federal, reclama-se aqui célere apuração técnica dos fatos, responsabilidades e punição dos culpados.
O MOVIMENTO MAGISTRATURA INDEPENDENTE, que sempre se fará presente onde houver um magistrado com suas prerrogativas aviltadas, firma aqui o seu VEEMENTE REPÚDIO AS AGRESSÕES E AMEAÇAS lançadas contra a magistrada, reafirmando o seu propósito em enfrentar quaisquer tentativas de constrangimento, ameaça ou violência a magistrado, na certeza de que o silêncio e a omissão, em tais casos, conspiram contra a Justiça, a democracia e a pátria Brasil.

Brasília, 15 de maio de 2019.

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Luiz Rocha – Juiz de Direito/Coordenador
Andrea Cartaxo – Juíza de Direito/Coordenadora
Antônio Sbano – Juiz de Direito/Coordenador
Ana Cecília Toscano Vieira – Juíza de Direito/Coordenadora
Leo Henrique Furtado Araújo – Juiz de Direito/Coordenador
Eduardo Guimarães Pessoa – Juiz de Direito/Conselheiro
Carlos Jardim – Juiz de Direito/Conselheiro
Denise Frossard – Juíza de Direito/Conselheira
Inês Cristina Selbmann – Juíza de Direito/Conselheira
Rosana Nubiato Leão – Juiza Federal Trabalhista/Conselheira
Marcos Garcez de Menezes Junior – Juiz de Direito/Conselheiro
Gustavo Alexandre da Câmara Leal Belluzzo – Juiz de Direito
Ana Carolina Maranhão – Juíza de Direito”




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