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Lava Jato prende procurador suspeito de receber propina para alterar obras do metrô do Rio

Procurador Renan Saad teria recebido para mudar traçado da Linha 4 do Metrô. Obra ficou 11 vezes mais cara

Willian Matos

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Willian Matos
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A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (1), o procurador do estado, Renan Saad. Ele é suspeito de receber R$ 1,265 milhão em pagamentos da Odebrecht para alterar contrato referente ao traçado da Linha 4 do metrô do estado. Não havia necessidade de uma nova licitação, segundo investigações.

As alterações de Saad deixaram a obra 11 vezes mais cara. O projeto, orçado em 1998 em R$ 880 milhões, custou R$ 9,6 bilhões aos cofres públicos. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, somente da Odebrecht, o governo do RJ recebeu R$ 59,2 milhões em propinas relativas à expansão do metrô.

Entregue para as Olimpíadas Rio-2016, a Linha 4 do Metrô liga a Zona Sul à Barra. A licitação original, de 1998, previa um traçado por Botafogo, Humaitá e Gávea, até São Conrado e Barra. Após as mudanças de Saad, o estado passou a custear as obras sob os bairros de Ipanema e Leblon, o que obrigaria nova licitação e metodologia.

Os repasses a Saad ocorreram entre 2010 e 2014. Um desses pagamentos, de R$ 100 mil, foi entregue no escritório de advocacia do procurador. O Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, sistema usado pela empreiteira para repassar propinas a políticos, mediou o repasse. Saad foi preso em casa, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

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