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Política & Poder

Jovem Candango terá estágios em empresa privada, diz secretário

Francisco Dutra
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Prometendo uma política emancipadora para os jovens, o secretário de Juventude, Léo Bijos, pretende ampliar o Jovem Candango para oferecer estágios para adolescentes carentes não apenas no serviço público, mas também em empresas privadas. Além disso, planeja transformar em lei os tradicionais aulões e cursos de qualificação. Para isso vai encaminhar dois projetos de lei para a Câmara Legislativa.

No plano político, Bijos segue o discurso do governador Ibaneis Rocha (MDB), com foco na busca de resultados concretos. “As contas estão bem apertadas, mas é nossa responsabilidade. A partir da posse do governador, a responsabilidade é nossa. Não tem mais culpa do passado. Tem que olhar para frente e fazer acontecer”, comentou.

Ajudar o jovem a conseguir um emprego é a prioridade?

Isso na verdade, é uma prioridade do governo inteiro. Não é só da pasta da Juventude. Tudo o que qualquer secretaria faz é pensando no primeiro emprego para o jovem. E eu vou te dizer na verdade o que a gente não vai ser: A gente não vai ser uma secretaria de entretenimento, nem promotora de eventos e nem assistencialista. A gente vai ser uma secretaria emancipadora.

A pasta pretende encaminhar projetos para a Câmara?

A gente tem a proposta de alteração do Jovem Candango. Porque não cabe mais pessoas para o serviço público. A gente tem que começar essa lei para o serviço privado. E tem programas na secretaria, como por exemplo, os “aulões” gratuitos, que precisam se tornar programas de Estado. Então a gente está com lei pronta e assim que o legislativo retomar as suas atividade a gente já vai encaminhar.

Pode explicá-los?

O Jovem Candango decorre de lei distrital. E é uma lei que prevê estágio para jovens de baixa renda, com horas proporcionais e um salário proporcional. Só que isso tem foco no serviço público. A gente quer mudar esse foco, ampliando para o serviço privado, criando um selo. E na questão dos aulões gratuitos e cursos de qualificação, a gente precisa torná-los programas de Estado e não de governo. Não sendo assistencialista, mas sendo emancipador. Fazendo uma grande pesquisa, um mapa do que os empresários precisam e de qual tipo de qualificação os jovens precisam.

A ideia a aprimorar os projetos que existem e amarrar as pontas para a geração de resultados?

Sim. De fato, tem uma coisa que bagunça muito a cabeça das pessoas: Por que a gente tem tanta lei e as coisas não funcionam? É porque as coisas não são executadas de maneira correta. A gente não precisa mais gastar energia criando coisas. Precisamos aperfeiçoar o que existe, monitorar, acompanhar e planejar. Esse é nosso foco. Claro que também temos programas novos. Por exemplo, jovem cuidando de jovem. Se eu ofereço um curso de qualificação para esse jovem, porque não a contrapartida dele não pode ser cuidar de crianças, de idosos, cuidar da sua cidade? Isso é um programa que está preparado e pretendemos lançar em breve.

Então a pasta promete abandonar o assistencialismo na política para a juventude?

Na verdade, não gosto muito de promessas. Isso é um compromisso. A nossa secretaria, assim como todas as outras, não é assistencialista é emancipadora. A gente precisa formar cidadão, qualificar e colocar no mercado de trabalho.

O GDF fará o mapeamento da população jovem?

Vai sair esse estudo. Mas de uma maneira inteligente. A gente gasta muito dinheiro com institutos de pesquisas. E nem sempre elas dizem o que realmente as pessoas precisam. Em conjunto com o secretário de Cidades, Gustavo Aires, em toda administração teremos um pólo de juventude, para ser uma espécie de ouvidoria, para a gente entender o que o jovem de cada região quer. Eu não posso comparar o jovem de Planaltina com o jovem do Lago Sul, Estrutural e Sol Nascente. Cada um tem uma realidade. E a gente tem que ouvir as pessoas.

A parceria com a iniciativa privada vai além do Jovem Candango?

Sim, inclusive com as embaixadas. As embaixadas do mundo inteiro ficam aqui no DF. O mundo inteiro precisa investir em outros lugares. O DF pode ser grande polo de desenvolvimento. Temos a Cidade Digital para rodar. A gente tem que dialogar. Às vezes, a gente fica muito preso na caixinha e esquecemos de olhar para o mundo para buscar exemplos que deram certo.

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