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Política & Poder

Joe Valle indica retorno à política e fala sobre proximidade com o novo governo

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Eric Zambon
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O atual presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), Joe Valle (PDT), aproveitou a apresentação de um relatório sobre seu último ano à frente da Casa para sinalizar seus passos na política. “Se for da vontade das pessoas, apresento meu nome na próxima oportunidade”, disse, na manhã desta quinta-feira (13).

Em um momento de conversa franca, ele ainda admitiu que tem amizade com o secretário de Agricultura indicado pelo governador eleito Ibaneis, Dilson Resende. O pedetista confessou ter conversado com o novo chefe do Executivo sobre a área por “conhecer bastante sobre o assunto”, mas negou ter feito uma indicação direta.

“Eu conheço praticamente todo mundo, incluindo o Dilson, que é da Emater (sigla para Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF). Então qualquer nome dos mais conhecidos que saíssem iam dizer que era ligado a mim”, contemporizou o deputado.

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Eric Zambon/JBr

Valle também afirmou que, por ter tido experiência no Poder Executivo – foi secretário do Trabalho, em 2016, durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) – e no Poder Legislativo, não iria se afastar das atividades políticas. “Nem posso. Vou continuar próximo, ajudando como puder, passando minha experiência no campo humanista e com forte viés para o setor produtivo”, defendeu.

A desistência

Em 2018, ele desistiu de tentar algum cargo eletivo – foi pré-candidato ao Senado – pouco antes do pleito. Sua justificativa foi a necessidade de se reaproximar da família, em especial das filhas, e de seu trabalho como agricultor. “A minha vocação é produzir comida. E também posso ficar distante para voltar a ter um olhar cidadão”, complementou.

Apesar das justificativas pessoais, Valle transpareceu ressentimento com seus pares e com o sistema político de maneira geral. “O acordo feito na política é para ser cumprido, mas as pessoas estão se esquecendo disso e por isso o meio está degradado”, disparou, sem revelar o(s) destinatário(s).

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O presidente da CLDF  criticou colegas que “estão saindo da política não porque querem, mas porque têm tornozeleiras no pé”. Este ano, os casos do ex-deputado federal e ex-assessor especial do presidente Michel Temer (MDB), Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), e do também ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) foram simbólicos.

Houve também a situação curiosa do deputado estadual Dison Lisboa (PSD), do Rio Grande do Norte, que continuou frequentando a Assembléia Legislativa de sua unidade da federação mesmo com a tornozeleira. Ele apenas foi impedido de tentar a reeleição.

Os avanços

O balanço de progressos que Joe diz ter conseguido como presidente foi apresentado junto a iniciativas de transparência que promoveu ao lado de servidores da Câmara. Ao lado de um grupo de servidores, ele mostrou as novas ferramentas do site oficial da Casa (cldf.com.br) que aumentam a participação dos cidadãos e o controle das finanças do Legislativo e do Executivo.

Uma das novidades mais interessantes foi a Wikilegis, em que o autor ou relator de um projeto de lei específico permite a contribuição do internauta, com sugestões e até ajuda na confecção de emendas. Propostas como a da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e da parceia público-privada do Mané Garrincha estão à disposição.

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Reprodução




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