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Política & Poder

Jair Bolsonaro divide o país

Pesquisa XP/Ipespe mostra que presidente agrada e desagrada em medida semelhante

Rudolfo Lago

Publicado

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O ano de 2019 começou com o país dividido entre aqueles que amam e aqueles que odeiam o presidente Jair Bolsonaro. Depois de um período em que a popularidade do presidente caiu, de acordo com as pesquisas, os levantamentos indicam que o ano vai terminar como começou: são muito semelhantes os percentuais daqueles que consideram que Bolsonaro faz um governo bom ou ótimo e daqueles que, ao contrário, consideram sua administração ruim ou péssima.

É o que indica pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) para a XP Investimentos, à qual o Jornal de Brasília teve acesso.

De acordo com o levantamento, 39% dos entrevistas consideram que Bolsonaro faz um governo ruim ou péssimo. Mas 35% já avaliam que sua administração é boa ou ótima.

Outros 25% a consideram regular. Ou seja: amor e ódio sobre o presidente e seu governo continuam dividindo o país.

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De qualquer modo, considerada toda a série de pesquisas feitas pelo Ipespe desde o início do ano, houve uma deterioração da avaliação do presidente.

No primeiro mês de seu mandato, a aprovação era de 40%. Ao mesmo tempo, a desaprovação subiu, principalmente a partir de abril, quando os índices negativos passaram de 26% para os atuais 39%.

Do ponto de vista eleitoral, porém, a pesquisa mostra a manutenção de um percentual que mantém Bolsonaro competitivo com vistas a uma possível reeleição em 2022.  E que o país permanece polarizado, o que indica uma repetição do quadro visto em 2018, quando a disputa concentrou-se entre ele e o candidato do PT, Fernando Haddad.

Combate à corrupção

A pesquisa perguntou aos entrevistados que pontos consideram mais positivos e mais negativos na gestão do atual governo.

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O combate à corrupção foi apontado como principal ponto positivo, por 21%, seguido da economia (16%) e a segurança (13%).

As áreas sociais são as mais criticadas. Para 22%, o governo se saiu pior em seu primeiro ano na saúde. Para 15%, o destaque negativo foi a educação.

Moro

Os bons percentuais nas avaliações sobre o combate à corrupção e a segurança explicam por que o ministro da Justiça, Sergio Moro, é o mais bem avaliado na Esplanada dos Ministérios.

O Ipespe pediu aos entrevistados que dessem nota entre zero e 10 aos ministros. Moro recebeu a maior nota: 6,2. O ministro da Economia, Paulo Guedes, ficou em segundo, com 5,5.

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Repetindo o que já se verificara em pesquisa recente do Instituto Datafolha, Moro e Paulo Guedes têm na pesquisa avaliação melhor que do presidente Jair Bolsonaro. A nota dada a Bolsonaro foi 5,4.

Legislativo

Mas, se não é das melhores a avaliação do poder Executivo, a do Legislativo também é bem negativa. Embora tenha melhorado com relação a avaliação que se tinha da legislatura anterior, segundo o Ipespe.

Segundo a pesquisa, 44% consideram ruim ou péssimo o desempenho do Congresso, contra 13% que o avaliam como bom ou ótimo. No ano passado, no mesmo período, os números eram 63% e 6%, respectivamente.

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A pesquisa do Ipespe é feita por telefone. Foram feitas mil entrevistas entre os dias 9 e 11 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais.

Otimismo quanto ao futuro

Quando perguntados, porém, sobre as expectativas que têm para o futuro, os brasileiros, de acordo com a pesquisa do Ipespe, mostram-se mais otimistas.

Para 43%, o governo Jair Bolsonaro será ótimo ou bom no futuro contra 34% que apostam que será ruim ou péssimo.

Essa expectativa, porém, já foi melhor.

Na rodada anterior, em novembro era de 46% o percentual dos que acreditavam que o governo seria bom ou ótimo.

Da mesma forma, os entrevistados confiam, na maioria, que a corrupção irá diminuir ou diminuir muito.

Essa é a expectativa de 34%, contra 29% que consideram que ela aumentará ou aumentará muito. Essa expectativa melhorou com relação a novembro, quando eram 31% os que consideravam que a corrupção diminuiria.




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