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Política & Poder

Família Alcolumbre enriquece com grilagem e devastação no Amapá

Hoje encabeçada por Davi, a família ganha destaque pela especulação imobiliária na região, com grilagem de terras públicas

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em

Foto: Agência Brasil
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Da Redação
redacao@grupojbr.com

Assim que se pousa em Macapá já é possível identificar a influência da família de Davi Alcolumbre. O aeroporto da cidade recebeu o nome de Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre como homenagem ao tio, já falecido, de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Hoje encabeçada por Davi, a família ganha destaque pela especulação imobiliária na região, com grilagem de terras públicas. Segundo site The Intercept Brasil (TIB), existem processos que vão desde apropriação de terrenos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit, até a compra de áreas já griladas por multinacionais e agora em disputa na justiça.

Um dos casos de destaque é de Salomãozinho, primo de Davi, que também tentou entrar no mundo político e disputou a eleição de 2014 como suplente na chapa ao Senado de Gilvam Borges. Salomão Alcolumbre declarou à Justiça Eleitoral um imóvel na margem do rio Pacuí, na zona rural de Macapá. O local, entretanto, é uma área pertencente à União, no caso, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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Todas as terras em nome do instituto são destinadas a assentamento de camponeses e, ao declarar posse da terra, Salomãozinho vê como uma maneira de conseguir a propriedade delas depois, quando vier a regularização fundiária e esse é um hábito que, de acordo com o TIB, é comum na família Alcolumbre.

Nas duas vezes em que disputou o mesmo cargo, como suplente do ex-presidente José Sarney, Salomão, o pai de Junior, morto em 2011, também declarou entre seus bens a posse de terras públicas. No caso, três propriedades foram apresentadas como partes de terras devolutas, ou seja pertencentes ao estado, mas sem destinação específica. As informações constam do livro Partido da Terra, conforme pesquisa do autor Alceu Luís Castilho no TSE, o Tribunal Superior Eleitoral.

Leia mais sobre o caso aqui


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