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Em março, Bolsonaro disse que ninguém deveria ser solto na pandemia

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, decidiu transferir Fabricio Queiroz, seu amigo e ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), para prisão domiciliar

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Camila Mattoso
Brasília, DF

Em março, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que, se dependesse dele, ninguém seria solto na pandemia, e que presos estão mais protegidos na cadeia.

Nesta quinta-feira (9), o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, decidiu transferir Fabricio Queiroz, seu amigo e ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), para prisão domiciliar.

“Eu, se depender de mim, não soltaria ninguém. Afinal de contas, [os presos] estão muito mais protegidos dentro da cadeia, porque nós proibimos as visitas íntimas, proibimos as visitas também nos presídios, de modo que estão bem protegidos lá dentro”, disse Bolsonaro em março, durante entrevista à RedeTV.

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Nessa entrevista, Bolsonaro criticava a recomendação do Conselho Nacional de Justiça de transferir para o regime domiciliar os presos que fazem parte do grupo de risco.

No pedido de liberdade, os advogados de Queiroz usaram como argumento justamente o que foi apontado pelo CNJ. Eles afirmaram que o policial militar aposentado tem câncer no cólon e recentemente passou cirurgia de próstata.

Queiroz foi preso no dia 18 em Atibaia, no interior de São Paulo, no âmbito da investigação sobre o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio. Ele estava detido em uma cela no presídio de Bangu, no Rio.

Noronha também concedeu prisão domiciliar a Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, que está foragida.
O presidente do STJ atendeu a um pedido da defesa de Queiroz. Noronha é apontado como um dos candidatos a uma vaga no Supremo ainda no governo Bolsonaro.

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Queiroz é investigado por participação em suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no gabinete do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro.

A prática da “rachadinha” ocorre quando funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários. O filho de Bolsonaro foi deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

As informações são da FolhaPress


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