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É uma questão restrita à Força Aérea, diz Mourão sobre sargento preso

Comando da Aeronáutica abriu inquérito para apurar caso de militar preso com droga

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O presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira, 26, a jornalistas que Jair Bolsonaro está em contato com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, para tratar dos desdobramentos da prisão do sargento da Aeronáutica no aeroporto de Sevilha, na Espanha, por suspeita de envolvimento em transporte de drogas.

Mourão afirmou que o sargento deve responder pelo ato e que caberá à Força Aérea avaliar uma eventual expulsão. “Ele incorreu em crime, o crime dele é um crime militar, mas também pode ser enquadrado em tráfico internacional de drogas, estou fazendo ilação aqui. Então ele vai responder pelo crime, dependendo do tempo de condenação a que ele for submetido ele será expulso da Força”, disse.

Mais cedo, Mourão havia dito a jornalistas que o segundo-sargento não embarcaria no voo de Bolsonaro ao Japão, mas que a tripulação estaria no avião de volta do chefe do Executivo. Bolsonaro viaja ao Japão para participar da cúpula do G20. Agora há noite, o presidente em exercício se corrigiu.

“Eu fui informado pelo Gabinete de Segurança Institucional agora corretamente, eu não tinha todas as informações quando eu falei de manhã, de que ele estaria somente na equipe de apoio, não estaria em momento algum na aeronave do presidente.”

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Mourão disse ainda que cabe apenas à Força Aérea o estudo de novas formas de incrementar a segurança e evitar que casos como este se repitam. Para ele, não é assunto para o governo. “Isso é um problema do comandante da Força Aérea, não vamos passar essa bola para mim”, brincou.

“Acho que não é uma preocupação do governo, esse militar não pertence à segurança presidencial, então ele não tem nada a ver com o núcleo e com o círculo de segurança do presidente. É uma questão que está restrita à Força Aérea. É a Força Aérea que tem que tomar as providências para saber se houve alguma falha realmente para ele ter embarcado com este material.”

Mourão reforçou ainda que se o sargento estivesse no grupo que acompanha o presidente Jair Bolsonaro ele teria obrigatoriamente de ter passado por uma revista rigorosa. “Esse pacote é da Força Aérea. É uma questão do controle interno da Força Aérea, ela vai ter que verificar onde é que houve a falha para que não ocorra novamente”, concluiu. 

Pelo Twitter, Bolsonaro chamou o episódio de “inaceitável”. “Apesar de não ter relação com minha equipe, o episódio de ontem, ocorrido na Espanha, é inaceitável. Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB. Não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso País!”, escreveu o presidente na rede social.

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Comando da Aeronáutica abre inquérito para apurar caso de militar preso com droga

O Comando da Aeronáutica instaurou nesta quarta-feira, 26, um inquérito policial militar para apurar o episódio que levou à prisão o sargento suspeito de transporte de drogas e que foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha. A informação foi divulgada nesta noite pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. O militar, informa a nota, está preso e à disposição das autoridades espanholas.

Segundo a assessoria, medidas de prevenção são adotadas regularmente, mas serão reforçadas após o episódio. “O Comando da Aeronáutica reitera que repudia atos dessa natureza, que dá prioridade para a elucidação do caso e aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colabora com as autoridades”, diz a nota.

A assessoria informou também que o militar é sargento da Aeronáutica e exerce a função de comissário de bordo em uma aeronave militar VC-2 Embraer 190. A nota reforça que o sargento partiu do País em missão de apoio à viagem presidencial, “fazendo parte apenas da tripulação que ficaria em Sevilha”.

Mais cedo, Mourão havia dito a jornalistas que o sargento não embarcaria no voo de Bolsonaro ao Japão, mas que a tripulação estaria no avião de volta do chefe do Executivo. Bolsonaro viaja ao Japão para participar da cúpula do G20. Agora à noite, o presidente em exercício se corrigiu. 

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“Eu fui informado pelo Gabinete de Segurança Institucional agora corretamente, eu não tinha todas as informações quando eu falei de manhã, de que ele estaria somente na equipe de apoio, não estaria em momento algum na aeronave do presidente”, disse Mourão.

“O militar em questão não integraria, em nenhum momento, a tripulação da aeronave presidencial, uma vez que o retorno da aeronave que transporta o Presidente da República não passará por Sevilha, mas por Seattle, Estados Unidos”, destacou a assessoria da Aeronáutica em nota.

Estadão Conteúdo. 




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