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Política & Poder

Candidato do PCO compara Boulos a Marina e defende armar população para se defender da PM

Para ele, o PCO não tem chances reais nas eleições, em um esquema eleitoral que considera como fraudulento e pior do que na época da Ditadura Militar

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Foto: divulgação
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São Paulo, SP

O candidato do Antonio Carlos Silva (PCO) comparou nesta segunda-feira (19), em sabatina da Folha de S.Paulo em parceria com o UOL, Guilherme Boulos (PSOL) com Marina Silva (Rede) e afirmou ser a favor de armar a população para que ela se defenda da polícia.

Essa foi a primeira das sabatinas, que serão transmitidas ao vivo sempre às 10h, com o colunista do UOL Diogo Schelp e Camila Mattoso, editora do Painel, da Folha, como entrevistadores.

Membro da executiva nacional do Partido da Causa Operária, Silva é um dos seus fundadores, além de ser responsável pela Corrente Sindical Causa Operária. Fez parte do movimento que defendia a liberdade do ex-presidente Lula (PT).

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“Ele [Boulos] cumpre nessas eleições o papel que Marina Silva e Heloisa Helena cumpriram em eleições anteriores em nível nacional, que era procurar desviar um voto do PT, que é um partido que representa um perigo real para os planos da burguesia”.

Para ele, o PCO não tem chances reais nas eleições, em um esquema eleitoral que considera como fraudulento e pior do que na época da Ditadura Militar. E apesar de ter diferenças com o Lula, diz, o petista deveria ser o candidato da esquerda em 2022.

Nesse contexto, segundo Antonio Carlos, Boulos é um candidato incensado pela direita e que “nem de longe expressa essa novidade”.

“Ele foi líder do movimento Não Vai ter Copa [contra a Copa de 2014, no Brasil], isso no país do futebol, política que serviu à direita. Foi um elemento profundamente intrincado com o plano fundamental da burguesia, que era derrubar a presidenta Dilma, prender o presidente Lula e dessa maneira alijar a esquerda e os trabalhadores da representação política do país”, afirmou Antonio Carlos.

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Nessa questão do futebol, o PCO ainda falou que há uma perseguição contra o Neymar. “É um ataque de gente que tem interesse em destruir o futebol brasileiro. Nós consideramos a importância desse problema porque o futebol é parte da cultura popular brasileira, assim como é o Carnaval”.

Antonio Carlos afirmou que há uma crise na esquerda, onde falta mobilização. “A crise que se apregoa na esquerda é uma crise geral de todos os partidos. Há uma dispersão geral das forças”, disse, criticando siglas como PCdoB e PDT como legendas dispostas a se aliar à direita em nome de uma frente ampla.

O candidato afirmou ainda ser favorável a armar a população, apesar de ser contrário ao projeto de Jair Bolsonaro (sem partido) que, segundo ele, quer armas as milícias.

“Uma das questões fundamentais historicamente para lutar contra sistemas opressores, ainda mais no Brasil que estamos vivendo um momento de características ditatoriais, é o direito ao armamento do povo. O povo tem que ter direito a se defender. A polícia não pode entrar na comunidade como fez em Paraisópolis e sair fuzilando as pessoas e a população não ter direito a se defender”, disse.

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Segundo ele, o armamento serve para que o cidadão não esteja em desvantagem em relação a um estado criminoso.

Antonio Carlos afirmou ser a favor da dissolução da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana. Defendeu, no lugar, uma polícia municipal que possa ser destituída pelo povo em caso de abusos.

“Não podem ser uma organização fascista, reacionária, colocada na margem da sociedade para desenvolver uma guerra contra a população”.

Entre suas propostas, Antonio Carlos defendeu a estatização do sistema de transporte. “O transporte precisa ser estatizado e colocado sobre o controle dos trabalhadores. Foi um retrocesso por exemplo o que fez o governo da Erundina quando atacou a greve dos condutores, demitiu 400 trabalhadores, abriu caminho para a privatização da maior empresa em número de trabalhadores do país que era a CMTC, que foi privatizada no governo [Paulo] Maluf”, afirmou.

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Antonio Carlos afirmou defender o direito à vacinação da população, mas não por meio da imposição, o que para ele é um teatro de João Doria (PSDB). “Falta vacina nos postos médicos e depois ele vai na televisão fazer demagogia [ao falar sobre a obrigatoriedade]”, afirmou.

Em suas considerações finais, o candidato criticou a política de reabertura das escolas. “Reabrir as escolas é crime, parte dessa política criminosa que eles vêm adotando que levou a mais de 153 mil mortos. Volta às aulas só com o fim da pandemia e com vacina para garantir a cobertura da nossa juventude e dos trabalhadores da educação”.

As informações são da Folhapress




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