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Bolsonaro prorroga por mais 2 meses programa para redução de jornada e salário

O programa foi anunciado em abril como medida para evitar um aumento ainda maior do desemprego diante da pandemia do coronavírus

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Na tarde desta segunda-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a prorrogação do programa “do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda”, que permite a empresas suspender contratos ou reduzir a jornada de trabalho e o salário de funcionários. Com a edição do decreto, o programa se torna válido por mais dois meses.

O programa foi anunciado em abril como medida para evitar um aumento ainda maior do desemprego diante da pandemia do coronavírus.

“Faz-se necessária a prorrogação do prazo máximo de vigência dos acordos, para permitir que as empresas que estão em situação de vulnerabilidade possam continuar sobrevivendo a este período de calamidade e, desta forma, preservar postos de trabalho e projetar uma melhor recuperação econômica ao fim das medidas restritivas”, disse o Palácio do Planalto.

A proposta altera os períodos máximos de realização dos acordos para:

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  • Redução proporcional de jornada e de salário;
  • Suspensão temporária de contrato de trabalho; e
  • Pagamento do benefício emergencial em razão da realização desses acordos.

– O Brasil voltou a gerar empregos, mas alguns setores ainda estão com dificuldades em retomar 100% de suas atividades.- Por isso assinei o Decreto 10.470/2020 prorrogando o Benefício Emergencial por mais 2 meses. Serão cerca de 10 milhões de empregos preservados.

Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Segunda-feira, 24 de agosto de 2020

O programa foi anunciado em abril como medida para evitar um aumento ainda maior do desemprego diante da pandemia do novo coronavírus, que provocou restrições no funcionamento ou mesmo o fechamento de parte do comércio e da indústria.

A medida provisória inicial, que foi sancionada no início de julho e transformada em lei, previa a suspensão dos contratos de trabalho por até dois meses e a redução da jornada e de salários em até 70% por até três meses.

No dia 14 de julho, o governo publicou a primeira prorrogação do programa, elevando para até 4 meses o período em que as empresas poderiam reduzir jornada e salário dos funcionários, e também fazer a suspensão dos contratos.

O decreto com a segunda prorrogação, publicado nesta segunda em edição extra do DOU, permite que as empresas suspendam contratos ou reduzam jornada de trabalho e salários por um período de até seis meses.

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Durante a vigência dos acordos, a União entra com uma contrapartida para ajudar a complementar a renda dos trabalhadores até o limite do seguro-desemprego (R$ 1.813). O gasto estimado com o pagamento dos benefícios é de R$ 51,6 bilhões. Até agora, no entanto, foram desembolsados R$ 20,7 bilhões, o que permite ampliar o período em que as medidas podem ser tomadas com compensação pelo governo federal.

Até agora, o programa registra 16 milhões de acordos celebrados para suspensão de contratos ou a redução de salários e jornada de trabalho, com impacto para 9,6 milhões de trabalhadores.

“Diante do cenário incertezas causadas pela doença, sobretudo pela permanência de medidas restritivas de isolamento social verificadas em vários municípios, faz-se necessária a prorrogação do prazo máximo de vigência dos acordos, para permitir que as empresas que estão em situação de vulnerabilidade possam continuar sobrevivendo a este período de calamidade e, desta forma, preservar postos de trabalho e projetar uma melhor recuperação econômica ao fim das medidas restritivas”, afirma a Secretaria Geral da Presidência da República, por meio de nota.

Com informações do Estadão Conteúdo

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