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Saúde

Vigilância Sanitária orienta compra segura de pescado na Semana Santa

Dicas sobre frescor, armazenamento e higiene visam evitar intoxicações alimentares durante o período de maior consumo.

Redação Jornal de Brasília

31/03/2026 8h35

Restaurantes do DF participam da Semana Nacional do Pescado

Foto: ABRASEL/DF – Divulgação

A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) emitiu orientações para que os consumidores comprem e preparem pescado de forma segura durante a Semana Santa, período de aumento no consumo de peixes e frutos do mar.

De acordo com a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, atenção na compra, armazenamento e preparo dos alimentos pode reduzir riscos de intoxicação e garantir uma celebração saudável.

A nutricionista Jussara Salgado destacou sinais de frescor no pescado, como carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, guelras vermelhas e cheiro suave, característico do peixe. Deve-se evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados.

Para a compra, o pescado fresco deve estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Os congelados precisam ser bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida.

Após a aquisição, recomenda-se armazenar o pescado o mais rápido possível. Em casa, ele deve ser limpo, com retirada de vísceras, escamas e resíduos, e guardado em recipiente fechado na geladeira. O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas, enquanto o cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.

No preparo, a higiene é essencial: lavar bem as mãos antes e depois de manipular os alimentos, higienizar utensílios e evitar contato entre alimentos crus e cozidos. Para pratos frios, como saladas, manter sob refrigeração até o consumo. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente.

A ingestão de pescado contaminado pode causar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos graves, hospitalização. Helen Keller alertou que o pescado, rico em proteínas, é sensível e pode proliferar bactérias e toxinas se mal manipulado.

Para prevenir problemas, planeje as compras e prepare os alimentos próximos ao momento de servir. Consumidores que identificarem irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, devem acionar a vigilância sanitária do município.

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