Mensagens falsas circulantes nas redes sociais afirmam que a vacina contra a gripe aumentaria o risco de contrair a doença, mas essa informação é desmentida por especialistas e autoridades de saúde.
A vacina trivalente produzida pelo Instituto Butantan é segura e eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes causadas pelo vírus influenza, especialmente em grupos vulneráveis como crianças pequenas e idosos com 60 anos ou mais. Recomendada pelo Ministério da Saúde e pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina segue orientações internacionais, incluindo as da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.
Produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, o imunizante não é capaz de provocar a gripe. A confusão surge porque o vírus influenza circula mais no outono e inverno, período em que também aumentam infecções por outras viroses respiratórias, como parainfluenza, SARS-CoV-2, vírus sincicial respiratório e rinovírus. Pessoas vacinadas podem contrair esses outros vírus e apresentar sintomas semelhantes, mas a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, internações e óbitos.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina gratuitamente no Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde 1999, visando reduzir complicações e mortes. Os grupos prioritários incluem idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, deficientes, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo.
A vacinação é anual, com a composição atualizada conforme as cepas prevalentes indicadas pela OMS. O Ministério da Saúde reforça a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente o subclado K, mais frequente na América do Norte. No Brasil, laboratórios como Fiocruz e Instituto Adolfo Lutz identificaram quatro casos desse subclado até o momento, seguindo protocolos rigorosos.
A vigilância inclui monitoramento de síndromes gripais e respiratórias agudas graves, diagnóstico precoce e acesso a vacinação e antivirais. Autoridades alertam contra a desinformação e incentivam a verificação em fontes oficiais como o Ministério da Saúde e a OMS para proteger a saúde pública.