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Saúde

UTI do Hospital da Região Leste recebe certificação de eficiência

A unidade é a única da rede pública do DF a conquistar o reconhecimento do programa UTIs Brasileiras.

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 9h23

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UTI do Hospital da Região Leste é destaque na avaliação da Associação de Medicina Intensiva Brasileira | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Região Leste (HRL), no Distrito Federal, conquistou no mês passado a certificação de UTI Eficiente, tornando-se a única unidade da rede pública local a receber esse reconhecimento.

A certificação foi concedida pelo programa UTIs Brasileiras, iniciativa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com a Epimed Solutions. O programa premia UTIs que demonstram excelência em desempenho e qualidade no atendimento a pacientes críticos. Em 2025, cerca de 800 hospitais foram monitorados, com 332 alcançando os melhores resultados e 115 recebendo a categoria de UTI eficiente. Houve um crescimento de 29,3% na participação de unidades públicas, passando de 58 para 75 vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A conquista reflete o trabalho coletivo da equipe, com gestão participativa, protocolos bem definidos e foco na melhoria contínua. Isso resulta em maior segurança, decisões clínicas assertivas e melhores desfechos para os pacientes.

“É o reconhecimento de uma equipe que se dedica a oferecer o melhor atendimento ao usuário do SUS, com foco na excelência da assistência”, afirma a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco.

“O principal fator que contribuiu para essa certificação foi o espírito de coletividade e colaboração da equipe”, reforça o chefe da UTI do hospital, Sidney Sotero. Ele destaca que os profissionais estão engajados em processos de melhoria constante.

Entre os indicadores avaliados, destaca-se a mortalidade ajustada, que analisa o risco de óbito dos pacientes. Na UTI do HRL, a taxa é de aproximadamente 0,5, indicando que, a cada dois pacientes com expectativa de óbito, apenas um falece. Esse resultado reflete a qualidade da assistência e o empenho da equipe.

Criado em 2015, o programa UTIs Brasileiras é o maior banco de dados epidemiológicos de leitos de terapia intensiva do mundo, reunindo informações sobre taxas de ocupação, número de leitos, desfechos clínicos e evolução na recuperação de pacientes.

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