As unidades de pronto atendimento (UPAs) e polos administrativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizaram ações da campanha Janeiro Branco entre 12 e 15 de janeiro. A iniciativa, promovida pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid) por meio do projeto Acolher, incluiu momentos de música, escuta ativa e diálogos sobre saúde mental, conhecidos como Prosa e Melodia.
As atividades passaram por várias UPAs, como Gama, Planaltina, Samambaia, Recanto das Emas, São Sebastião, Paranoá, Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho, Vicente Pires, Ceilândia I e II. No dia 15, a ação também ocorreu no PO700, sede administrativa do instituto. Psicólogos conduziram conversas leves para reforçar o autocuidado e a importância de preservar a saúde mental dos profissionais que atendem a população diariamente.
O objetivo principal é quebrar tabus sobre saúde mental no ambiente de trabalho, promovendo um espaço mais humano e saudável. Segundo o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, essas ações reconhecem o valor dos colaboradores e garantem um atendimento mais humanizado à população, destacando o equilíbrio emocional necessário na rotina intensa das UPAs.
Paula Paiva, chefe do Nuvid, enfatizou a adesão crescente dos profissionais e o impacto positivo na redução da ansiedade. Ela estima que cerca de 800 colaboradores das UPAs serão beneficiados diretamente. Gerentes de unidades, como Igor Cavalcante, de Brazlândia, e Neviton Batista, do Núcleo Bandeirante, relataram que as iniciativas promovem acolhimento e melhoram a qualidade do atendimento, considerando a pressão cotidiana do trabalho.
O projeto Acolher oferece serviços contínuos, como atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura, nutrição, meditação, Reiki e ginástica laboral. A técnica de segurança Luzia Tânia, da UPA de Brazlândia, destacou como essas ações incentivam práticas de lazer e prevenção de acidentes. O calendário segue com atividades no Centro de Distribuição em 21 de janeiro e será estendido a outras unidades administrativas e hospitalares do IgesDF.
Para Paiva, proteger a saúde mental é um compromisso institucional que preserva talentos e fortalece o serviço público de saúde em meio a demandas crescentes.