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Saúde

UBS de Taguatinga apoia famílias de crianças autistas com grupo de orientação

Iniciativa Tealogando promove troca de experiências e educação em saúde para responsáveis por crianças com TEA na rede pública do DF.

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 9h37

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Sueli Gomes levou o neto, Victor, para um encontro no Tealogando: “É muito importante que todas permaneçam para a gente estar unida e chegar aonde a gente quer chegar, que é lidar com o comportamento da criança com autismo” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga, no Distrito Federal, lançou o grupo Tealogando para mães e responsáveis por crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A iniciativa, que começou em 2024, realiza reuniões mensais para dialogar e compartilhar orientações sobre o cuidado integral das famílias, com o apoio de equipes multiprofissionais (e-Multi) e de Saúde da Família (eSF).

Na terça-feira (14), a quinta turma do projeto teve seu primeiro encontro. Sueli Gomes, de 62 anos, participou da atividade ao lado do neto, Victor, de 11 anos, e expressou sua expectativa: “Aqui no grupo a gente vai poder ficar mais informada, e espero que, com as outras reuniões, a gente possa adquirir experiências para lidar melhor com essa situação. É muito difícil para mim, e eu creio que esteja sendo mais difícil ainda para meu neto”.

Sueli relatou que a família notou os primeiros sinais do TEA na infância de Victor, como comportamentos incomuns, incluindo se bater. “Creio que o grupo vai ajudar muito as mãezinhas que estão perdidas e não estão sabendo dar conta. É muito importante que todas [as mães] permaneçam para a gente estar unida e chegar aonde a gente quer chegar, que é lidar com o comportamento da criança com autismo”, acrescentou.

A fonoaudióloga Suzy Mashuda, uma das facilitadoras, explicou que o grupo surgiu da demanda das próprias famílias por mais orientações sobre o transtorno. “A UBS também serve de espaço para promoção, educação e acompanhamento em saúde”, destacou. Os temas abordados incluem comunicação, seletividade alimentar, medicação e fluxo da rede de saúde, reunindo pais e familiares.

Antes dos encontros coletivos, os profissionais realizam anamnese — uma entrevista completa para identificar o perfil de cada família e mapear necessidades —, tornando o acompanhamento mais direcionado. “O grupo serve como espaço para troca entre as mães, resgatando e fortalecendo essa rede de apoio; o pouco que a gente troca com elas já traz resultados muito significativos”, especificou Suzy.

O TEA, caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões de comportamentos repetitivos, afeta cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2025, a rede de saúde pública do DF registrou 8.237 atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde, além de 134.987 procedimentos relacionados ao TEA na atenção especializada e na rede contratada.

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