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Saúde

Três casos de hantavirose sob investigação no Distrito Federal

Doença rara transmitida por roedores tem sintomas iniciados em abril em pacientes atendidos no DF.

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 13h26

hantavirus

Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

A hantavirose, infecção rara transmitida principalmente pela inalação de partículas de poeira formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, está sob escrutínio no Distrito Federal. Os casos costumam estar associados a ambientes rurais, galpões fechados, locais com acúmulo de entulho ou áreas com presença de roedores.

Sintomas da doença incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, tosse seca e cansaço extremo, semelhantes a outras enfermidades respiratórias e virais. Fatores ambientais contribuem para o aumento da circulação de roedores, elevando o risco de exposição humana.

Para prevenção, recomenda-se evitar o uso de raticidas devido ao impacto na cadeia alimentar, optando por investigações e educação em saúde. Em galpões, mantenha o espaço aberto por pelo menos 15 minutos antes de entrar. Tome cuidado com atividades de turismo rural e evite manusear frutos caídos. Em caso de suspeita, procure atendimento médico imediato.

Atualmente, três casos notificados de hantavirose estão em investigação no DF, com sintomas iniciados em abril. Um paciente reside na capital, mas o local provável de infecção foi em outro estado. Os outros dois residem e possivelmente foram infectados em seus estados de origem, tendo buscado atendimento no Distrito Federal. Nenhuma das ocorrências está relacionada ao surto em navio proveniente da Argentina. Os últimos casos confirmados no DF datam de 2022.

Inicialmente, os pacientes foram investigados para outras doenças com sintomas semelhantes. A hantavirose foi considerada devido às características clínicas e histórico de exposição de risco. Exames laboratoriais estão em análise no laboratório de referência nacional, sem confirmações até o momento.

A Secretaria de Saúde realiza investigação clínica e epidemiológica, levantando locais de exposição e articulando com serviços de assistência, laboratório e vigilância ambiental. Isso inclui avaliação de antecedentes ocupacionais e ambientais, visando medidas de prevenção e controle para reduzir o risco de novos casos.

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