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Saúde

Tratamento para epilepsia melhora qualidade de vida de crianças e adolescentes

O Hospital da Criança de Brasília oferece atendimentos especializados que reduzem crises convulsivas e promovem maior autonomia para jovens pacientes.

Redação Jornal de Brasília

09/02/2026 11h52

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Os casos de epilepsia são tratados no HCB em atendimento ambulatorial, internação e intervenções cirúrgicas | Fotos: Maria Clara Oliveira/HCB

A segunda segunda-feira de fevereiro é marcada pelo Dia Internacional da Epilepsia, data dedicada a aumentar a visibilidade sobre a doença, caracterizada por atividade cerebral anormal que resulta em descargas elétricas e crises convulsivas.

A neurologista do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), Maria Olívia Fernandes, explica que a epilepsia é uma predisposição do cérebro a crises não provocadas por febre, traumas ou infecções, abrangendo impactos biológicos, psicológicos, sociais e financeiros para o paciente e a família.

O HCB atende crianças e adolescentes com epilepsia por meio de consultas ambulatoriais, internações e cirurgias quando necessário. O tratamento inicial envolve medicamentos, mas cerca de 30% dos casos, tanto em adultos quanto em crianças, são farmacorresistentes, exigindo abordagens especializadas. Nesses casos, o hospital adota a dieta cetogênica, que altera a fonte de energia para o cérebro, e intervenções cirúrgicas indicadas.

Um exemplo é o de João Pedro Gonçalves, de 12 anos, que teve sua primeira crise aos 2 anos, mas só foi diagnosticado quase três anos depois, após um traumatismo craniano grave que o levou ao HCB aos 5 anos. Após sete anos de tratamento, incluindo internações iniciais, o menino alcançou melhor controle das crises. Seguindo as orientações da equipe, ele reduziu a frequência dos episódios, pratica atividade física, mantém boa alimentação e rotina de sono, e gerencia autonomamente a ingestão de suas duas medicações diárias.

O diagnóstico de epilepsia requer pelo menos duas crises convulsivas não provocadas em intervalo superior a 24 horas. A neurologista Renata Brasileiro destaca que crises tônico-generalizadas, comuns na percepção popular, não são as mais frequentes em crianças, que geralmente apresentam crises focais, como parada comportamental, movimentos ritmados, tremor em um membro ou desvio facial.

Indícios para buscar ajuda médica incluem movimentos anormais nos braços ou pernas, paradas frequentes ou convulsões clássicas, segundo Fernandes. O HCB utiliza histórico clínico, ressonância magnética e eletroencefalograma para confirmar o diagnóstico e monitorar a atividade cerebral entre crises.

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