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Saúde

Todas as unidades federativas aderem ao edital do Mais Médicos Especialistas

As 27 unidades federativas e 609 municípios solicitaram reforço de especialistas para o SUS, visando reduzir tempos de espera por atendimentos na rede pública.

Redação Jornal de Brasília

06/02/2026 16h45

mais medico

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Todas as 27 unidades federativas do país, abrangendo 609 municípios, aderiram ao novo edital do programa Mais Médicos Especialistas, solicitando o reforço de médicos especialistas para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, parte do programa Agora Tem Especialistas (ATE), busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados na rede pública.

Atualmente, 583 médicos especialistas já estão atuando no projeto em todas as regiões do Brasil. De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), 48,7% desses profissionais estão no interior do país e 34% em regiões metropolitanas, atendendo áreas com maior carência de serviços especializados.

O edital oferece 1.206 vagas distribuídas nas cinco regiões: 257 no Norte, 446 no Nordeste, 68 no Centro-Oeste, 361 no Sudeste e 74 no Sul. A lista com os municípios contemplados, as especialidades e o número de vagas está disponível na página oficial do projeto.

Entre os objetivos principais estão a redução das desigualdades regionais no acesso à atenção especializada, a diminuição do tempo de espera para atendimentos com especialistas, a promoção da formação e fixação de profissionais em regiões prioritárias para o SUS e a ampliação da capacidade de diagnóstico precoce.

Os médicos selecionados receberão atualização clínica e cirúrgica em áreas estratégicas, mentoria presencial e remota, imersões em serviços de referência, atividades educacionais a distância e desenvolvimento de competências técnicas, éticas, de gestão e inovação em saúde.

Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a adesão demonstra a confiança dos gestores na política e a urgência de ampliar o acesso à atenção especializada. “O SUS tem capacidade de responder aos principais gargalos da assistência quando há cooperação federativa. Em pouco tempo, conseguimos mobilizar redes locais de saúde e alinhar esforços entre União, estados e municípios”, afirmou.

*Com informações do Ministério da Saúde

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