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Teste da orelhinha detecta precocemente problemas auditivos em bebês do DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal realiza triagem auditiva neonatal em maternidades públicas para identificar alterações logo nos primeiros dias de vida.

Redação Jornal de Brasília

07/01/2026 10h14

teste de orelhinha 08122025 o trabalho dos fonoaudiólogos na amamentação fotos sandro araújoagência saúde df (1) teste orelhinha

Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) implementa o teste da orelhinha, ou triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades da rede pública. Esse exame é crucial para detectar precocemente possíveis alterações auditivas que podem afetar o desenvolvimento da fala, linguagem e comunicação infantil.

De janeiro a outubro de 2025, foram realizados 23 mil procedimentos no DF, enquanto em 2024 o número chegou a cerca de 35,3 mil. De acordo com Ocânia da Costa Vela, referência técnica distrital de fonoaudiologia da SES-DF, essa cobertura garante a avaliação dos recém-nascidos antes da alta hospitalar. “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena”, enfatiza a gestora.

“Manter a triagem auditiva logo nos primeiros dias de vida é essencial para o diagnóstico precoce de prevenção e combate à surdez”, reforça ela. Quando o bebê não passa no teste, é encaminhado via regulação para serviços especializados, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), habilitados pelo Ministério da Saúde. Esses centros oferecem avaliação completa, diagnóstico, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico.

A audição pode ser impactada em qualquer idade por causas como infecções, fatores genéticos ou exposição prolongada a sons altos, principal motivo de perda auditiva. O exame é rápido, indolor e realizado com o bebê dormindo, utilizando a emissão otoacústica evocada (EOAE) para captar respostas das células da cóclea.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza recursos como implantes cocleares e próteses auditivas ancoradas no osso para reabilitação, adaptados a cada caso, promovendo melhorias na linguagem e nos resultados socioemocionais.

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