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Saúde

SUS leva atendimento especializado a indígenas Yanomami em Roraima

Expedição do Ministério da Saúde prevê 750 procedimentos até o dia 30, com foco no Polo Base Surucucu e em comunidades da região.

Redação Jornal de Brasília

23/09/2026 10h30

SUS

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Ministério da Saúde iniciou nesta quarta-feira (23) uma nova expedição de atenção especializada à saúde indígena no território Yanomami, em Roraima. A ação segue até o próximo dia 30 e será concentrada no Polo Base Surucucu.

Segundo a pasta, a previsão é realizar 750 procedimentos, incluindo consultas nas áreas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias. Os serviços serão ofertados no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades da área de abrangência.

De acordo com o ministério, a estratégia prevê avaliações, diagnósticos e acompanhamento no próprio território, com o objetivo de reduzir remoções evitáveis e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena. A pasta também afirma que a proposta busca dar maior resolutividade à assistência local e favorecer a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.

Entre os públicos prioritários estão crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição; gestantes e mulheres em idade reprodutiva; pessoas com doenças crônicas; pacientes com agravos respiratórios; e indígenas com malária, sobretudo em casos de complicação, recorrência ou necessidade de avaliação complementar. A expedição também vai atender pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção.

Localizado no município de Alto Alegre (RR), o Polo Base Surucucu integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana e tem população de aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos em 33 comunidades, predominantemente do povo Yanomami. O ministério destacou que as áreas serranas, as comunidades espalhadas pelo território e o forte isolamento geográfico impõem desafios específicos à assistência de saúde na região.

A pasta informou ainda que o deslocamento ocorre por via aérea, especialmente por helicóptero, o que interfere na mobilidade das equipes, no transporte de insumos, nas remoções sanitárias e na continuidade da assistência. A ação também busca apoiar a investigação de casos de maior complexidade, reduzir agravos decorrentes de diagnósticos tardios e melhorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento.

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