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Saúde

SUS lança teleatendimento psicológico online para vítimas de violência contra mulheres

O serviço nacional integra o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e começa em capitais como Recife e Rio de Janeiro.

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 12h30

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No mês dedicado às mulheres, o Governo Federal anunciou uma medida inédita para apoiar a saúde mental de vítimas de violência: a partir de março, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá teleatendimento psicológico online nacional.

O anúncio, feito em 5 de março pelo Ministério da Saúde, integra as ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, lançado em 4 de fevereiro. A iniciativa visa ampliar o cuidado integral com a saúde das mulheres, combinando atendimento psicológico remoto, presencial na rede de saúde e políticas de proteção e prevenção da violência.

O pacote de cuidados inclui serviços complementares, como reconstrução dentária para vítimas de agressão e atendimento humanizado focado na saúde integral.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a importância da articulação para fortalecer o Pacto e transformar diretrizes em ações efetivas contra a violência letal. “É dever do Estado proteger, cuidar e fortalecer as mulheres. Sabemos como a sobrecarga de trabalho e a violência de gênero comprometem fortemente a saúde mental das mulheres”, disse ela. “Agora com esse atendimento oferecido pelo SUS, elas serão acolhidas e ouvidas, estejam onde estiverem.”

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou: “Nós queremos que o SUS seja um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência. A saúde integral das mulheres é a nossa prioridade.”

O serviço inicia nas capitais Recife e Rio de Janeiro, com expansão gradual: em maio, para cidades com mais de 150 mil habitantes, e em junho, para todo o país. A expectativa é de cerca de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano, em parceria com instituições de apoio à gestão do SUS.

O acesso ocorre por encaminhamento de Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou serviços da rede de proteção, ou diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que terá um miniaplicativo específico. Após cadastro e avaliação inicial sobre a situação de violência, a mulher recebe data e horário para o teleatendimento. A primeira consulta identifica riscos, necessidades e rede de apoio, integrando o serviço aos demais atendimentos de saúde e assistência.

Além disso, nos dias 21 e 22 de março, o SUS realiza o maior mutirão de Saúde da Mulher, com foco em exames e cirurgias, mobilizando redes pública e privada por meio do programa Agora Tem Especialistas. Pacientes do SUS em espera por especialidades serão chamadas para procedimentos como ginecológicos, oftalmológicos, cardíacos, gerais e oncológicos.

A mobilização envolve 45 hospitais universitários federais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), hospitais federais do Rio de Janeiro, institutos nacionais de Cardiologia, de Câncer e de Traumatologia e Ortopedia, o Grupo Hospitalar Conceição (GCH), além de hospitais privados e filantrópicos integrados ao programa.

No dia 21 de março, 26 hospitais universitários realizarão inserção do implante subdérmico Implanon, método contraceptivo de alta eficácia, com expectativa de atender mais de mil pessoas.

As carretas de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas percorreram todos os estados em 2025 e chegarão a 32 municípios em 2026, nos estados de Paraná, Santa Catarina, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Minas Gerais, Pará, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Tocantins, Sergipe, Rondônia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Mato Grosso.

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