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Saúde

SUS é apresentado como referência global em curso para alunos de Harvard

Estudantes da Universidade de Harvard participam de formação em Brasília que destaca o sistema de saúde brasileiro como modelo internacional de saúde pública.

Redação Jornal de Brasília

23/01/2026 19h45

sus

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudantes de diversos países em formação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, participaram, entre os dias 5 e 23 de janeiro, de um curso em Brasília que teve o Sistema Único de Saúde (SUS) como referência internacional para o desenvolvimento de projetos de saúde pública. A iniciativa promoveu o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre diferentes realidades nacionais.

O curso foi oferecido pela Harvard T.H. Chan School of Public Health, em parceria com o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Programa de Estudos do Brasil do David Rockefeller Center for Latin American Studies (DRCLAS), da Universidade de Harvard. Ao todo, 30 participantes integraram a formação, sendo 15 representantes da universidade americana e 15 profissionais brasileiros. Esta é a 18ª edição realizada no Brasil, após experiências em cidades como São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e Manaus.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, ministrou a aula introdutória sobre o SUS e acompanhou toda a iniciativa. Para ele, a integração entre conhecimento científico, formulação de políticas públicas e a realidade vivida pelas comunidades fortalece o papel do Brasil no cenário internacional da saúde. “Essa iniciativa reforça o SUS como referência global em políticas públicas de saúde e evidencia a força da articulação entre universidades e instituições governamentais na formação de lideranças comprometidas com a equidade, a ciência e o cuidado com a população”, afirmou.

O programa contou com aulas ministradas por secretárias como Mariângela Simão, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVSA), e Ana Estela Haddad, da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), além de diretores de departamentos relacionados a imunizações, saúde indígena, atenção ao câncer e monitoramento de informações em saúde.

A edição de 2024 foi estruturada em cinco eixos temáticos: governança do Ministério da Saúde, com ênfase no fortalecimento do Programa Agora Tem Especialistas; saúde na savana tropical; saúde indígena; atenção primária, com foco em imunização; e cuidados especializados, especialmente no tratamento do câncer.

A médica infectologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Eveline Vale, que atua há 20 anos no SUS, foi uma das participantes e destacou o reconhecimento internacional como motivação para a melhoria contínua. “Essa vivência reforçou ainda mais o orgulho de fazer parte do SUS e do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde. Ao comparar diferentes realidades, fica evidente que o Brasil está à frente em áreas como o Programa Nacional de Imunizações, reconhecido como um dos melhores do mundo”, disse.

Para a estudante da Universidade de Harvard, Ida Kozuchowska, a imersão permitiu compreender a complexidade e a abrangência do SUS. “O curso me ajudou a entender os desafios e as potencialidades de um sistema que atua em um território tão diverso e extenso. A observação direta de como as pessoas fazem parte dessa estrutura ampliou minha reflexão sobre soluções possíveis para sistemas de saúde complexos”, afirmou.

O curso adotou uma metodologia de aprendizagem baseada na integração entre conhecimento acadêmico, experiências de campo e vivências pessoais. As atividades incluíram palestras, debates, visitas técnicas e trabalhos em grupo, com foco na elaboração de propostas fundamentadas em evidências científicas que possam subsidiar políticas e programas do Ministério da Saúde. Diversos projetos desenvolvidos em edições anteriores já foram implementados nos territórios onde a formação ocorreu.

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