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Saúde

SUS amplia acesso à saúde da mulher no Dia Mundial da Saúde

Iniciativas incluem teleatendimento psicológico para vítimas de violência, distribuição de absorventes e oferta gratuita do implante contraceptivo Implanon.

Redação Jornal de Brasília

07/04/2026 17h52

sus

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Celebrado nesta terça-feira (7), o Dia Mundial da Saúde destaca no Brasil os avanços em políticas públicas para a saúde das mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas medidas reforçam a prevenção, o atendimento integral e a garantia de direitos, com ampliação de acesso a serviços e insumos.

Entre os destaques, o Programa Farmácia Popular beneficiou mulheres em 62,06% dos atendimentos em 2025, além do acompanhamento pré-natal para 2,3 milhões de gestantes na atenção básica. Também foram realizados 7,3 milhões de exames de colo do útero e 2,8 milhões de mamografias para prevenção e diagnóstico precoce de câncer.

O Governo Federal anunciou, em 11 de março de 2026, o teleatendimento em saúde mental no SUS para mulheres em situação de violência. A iniciativa, parte do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, inicia nas capitais Recife e Rio de Janeiro e será expandida gradualmente para todo o país até junho de 2026. Prevê até 4,7 milhões de atendimentos por ano, acessíveis remotamente via rede de saúde ou aplicativo Meu SUS Digital, promovendo cuidado integral e humanizado.

O Programa de Promoção e Proteção da Saúde e da Dignidade Menstrual oferece absorventes higiênicos gratuitos a pessoas vulneráveis, como estudantes da rede pública, em situação de rua e em privação de liberdade, por meio de unidades do Farmácia Popular. Além da distribuição, promove educação em saúde sobre o ciclo menstrual e combate a estigmas. Até o momento, 463,9 mil pessoas cadastradas no CadÚnico realizaram a retirada gratuita.

O Ministério da Saúde incorporou o implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon) ao SUS, método de longa duração com ação de até três anos. A oferta gratuita visa fortalecer o planejamento reprodutivo e reduzir gestações não planejadas, especialmente entre mulheres vulneráveis. O governo recebeu mais de 100 mil unidades iniciais, iniciou a capacitação de profissionais e prevê distribuir cerca de 1,8 milhão de unidades até 2026, com investimento superior a R$ 200 milhões. Na rede privada, o dispositivo pode custar até R$ 4 mil.

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