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Saúde

Sirenes do Samu-DF variam para otimizar tráfego e salvar vidas

Ambulâncias utilizam sons como wail, yelp e fá-dó adaptados ao tipo de via para alertar motoristas e agilizar atendimentos emergenciais.

Redação Jornal de Brasília

19/01/2026 22h55

19.1. samu. jenecy. foto matheus oliveira agência saúde df

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

As sirenes das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) não emitem sons aleatórios: cada variação é estratégica para guiar o tráfego e garantir a segurança no deslocamento para atender emergências.

Em 2025, o Samu-DF registrou mais de 643 mil atendimentos, dos quais cerca de 80 mil demandaram o uso de ambulâncias. Para José Jenecy dos Santos, condutor do serviço, a atenção aos sinais sonoros é fundamental para reduzir o tempo de resposta e proteger todas as partes envolvidas.

“O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento, seja para chegar ao paciente, seja para transportá-lo a uma unidade de saúde, onde receberá o suporte necessário”, explica Jenecy. “Precisamos de mobilidade e passagem para cumprir nossa missão.”

O Samu-DF emprega quatro padrões distintos de sirenes, selecionados de acordo com o tipo de via e o fluxo de veículos. Em rodovias e trechos abertos, o som wail, prolongado e oscilante, permite que motoristas percebam a aproximação com antecedência, minimizando freadas bruscas e manobras arriscadas.

Em áreas urbanas com tráfego denso, o yelp, curto e agudo, facilita a solicitação de passagem em congestionamentos, promovendo a identificação rápida e a abertura de espaço entre os veículos.

Já o fá-dó, que alterna duas notas de forma simples e menos agressiva, é utilizado em baixas velocidades, como em zonas hospitalares ou durante manobras, sinalizando presença sem excessos. Ele também ajuda na organização de comboios de ambulâncias.

Esses sons podem ser alternados durante um mesmo percurso, adaptando-se às mudanças no cenário. Dessa forma, a sirene se torna uma ferramenta de comunicação ativa com o trânsito, contribuindo para a segurança de motoristas, pedestres e equipes de atendimento.

Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

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