Nesta sexta-feira (15), celebrado o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância das medidas preventivas adotadas nas unidades de saúde para proteger pacientes, profissionais e acompanhantes.
Embora o termo popular seja infecções hospitalares, a nomenclatura oficial adotada pelos serviços de saúde é infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), que podem ocorrer em diversos ambientes, como hospitais, clínicas e unidades de pronto atendimento.
“Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé.
O controle adequado dessas infecções reduz complicações, evita o uso excessivo de antibióticos e diminui casos de internações prolongadas e mortes evitáveis, segundo Juliana Ruas, gerente de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária da SES-DF. O infectologista Felipe Freitas, do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), alerta que a ausência de controle eficiente aumenta o risco de surtos, transmissão de doenças e proliferação de bactérias resistentes, enquanto medidas preventivas tornam a assistência mais segura.
No Distrito Federal, o monitoramento das IRAS é realizado pelas comissões de controle de infecção hospitalar (CCIHs) nas unidades de saúde e pela Vigilância Sanitária, por meio da Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS). As ações incluem inspeções sanitárias, monitoramento de taxas, investigação de surtos e capacitação de profissionais.
Entre 2014 e 2025, a SES-DF registrou quedas significativas nos três principais tipos de infecção em pacientes de UTIs adultas: 57% nos casos de pneumonia associada à ventilação mecânica, 63% nas infecções primárias da corrente sanguínea e 75% nas infecções do trato urinário. Essas reduções aumentam a segurança dos pacientes e diminuem custos com tratamentos na rede pública.
Em 2025, a GRSS analisou 4.021 notificações de infecções, respondeu a 26 surtos e realizou 75 fiscalizações de alta complexidade, além de promover 36 encontros técnicos que capacitaram quase mil profissionais. Em 2026, já foram promovidas 50 ações de fiscalização e monitorados seis surtos notificados.
Outras medidas preventivas incluem o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), limpeza e desinfecção de ambientes e esterilização de materiais. Para visitantes e acompanhantes, recomenda-se higienizar as mãos antes e depois das visitas, evitar contato com superfícies fora do leito e não visitar pacientes em caso de sintomas gripais ou doenças infecciosas.
A prevenção começa pelas mãos, e ações simples podem evitar complicações graves, reduzir internações prolongadas e salvar vidas.
*Com informações da Agência Brasília