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Saúde

Semana contra tuberculose reforça diagnóstico e prevenção no DF

A Secretaria de Saúde promove ações de 24 a 31 de março para incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento da doença.

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 10h33

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Julliane Mourão e Kátia Palhano, do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), ressaltam a importância de os pacientes buscarem atendimento ao notarem sintomas da doença | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Uma tosse persistente, emagrecimento sem explicação, cansaço e febre, especialmente no período da tarde, são sintomas comuns da tuberculose. A doença, causada pelo bacilo de Koch e transmitida por via respiratória, afeta principalmente os pulmões e pode ser diagnosticada e tratada pela rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

De 24 a 31 de março, ocorre a Semana de Mobilização e Luta contra a Tuberculose, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e combate à discriminação. A iniciativa nacional visa retirar o Brasil da lista de países com maiores números de casos e alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de reduzir a incidência para menos de dez casos por cem mil habitantes até 2030.

Em 2024, o Brasil registrou 84,3 mil novos casos, com incidência de 39,7 por cem mil habitantes. No Distrito Federal, foram 447 casos, sendo 366 de tuberculose pulmonar, resultando em uma incidência de 15 casos por cem mil habitantes.

O tratamento dura no mínimo seis meses e está disponível nas 178 unidades básicas de saúde (UBSs), com medicamentos e acompanhamento profissional. Casos graves são encaminhados ao Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), na Asa Sul.

Kátia Palhano, supervisora do Cedin com 21 anos de experiência, destaca que o diagnóstico e o tratamento melhoraram, mas alerta para a necessidade de atenção aos sinais pelos profissionais de saúde. Uma paciente de 58 anos, que se tratou há dois anos após tosse intensa, relata o apoio familiar e médico como fundamental para superar a doença, apesar de sequelas como tuberculose ocular.

A prevenção inclui avaliação de contatos próximos para quebrar a cadeia de transmissão, com foco em imunossuprimidos, transplantados e recém-nascidos, que recebem a vacina BCG contra formas graves. A enfermeira Julliane Mourão, do Cedin, enfatiza que a doença pode ser detectada antes de sintomas graves, como tosse com sangue.

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