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Saúde

Saúde oferece remédio contra doenças respiratórias a prematuros extremos nascidos em 2025

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal disponibiliza reforço do medicamento para bebês nascidos em 2025 com menos de 29 semanas de gestação, visando proteção contra o vírus sincicial respiratório.

Redação Jornal de Brasília

10/02/2026 11h52

10.2. palivizumabe. foto yuri freitas agência saúde df2

Amanda de Sousa com o filho Mathias, que nasceu com apenas 28 semanas de gestação: “Eu fico muito feliz pela opção do palivizumabe, porque sabemos o quão complicado e sofrido pode ser caso ele venha a ter bronquiolite” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF

Famílias com bebês de menos de um ano, nascidos com idade gestacional inferior a 29 semanas e que já receberam palivizumabe em 2025, podem levar as crianças para novas doses do medicamento. A aplicação ocorre em oito unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Ses-DF) até o fim de julho, sem possibilidade de prorrogação.

O palivizumabe reforça a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e de infecções graves no trato respiratório em bebês e crianças pequenas. O período de maior ocorrência dessas doenças vai de fevereiro a julho, conhecido como sazonalidade. A iniciativa de 2026 segue o protocolo do Ministério da Saúde e beneficia crianças que iniciaram o tratamento no ano anterior.

A médica Juliana Queiroz, referência técnica distrital de pediatria da Ses-DF, destaca a importância do medicamento: “O palivizumabe é um divisor de águas na vida de crianças que nasceram ou vierem a nascer prematuras extremas, com problemas pulmonares ou cardíacos”. Nos últimos 14 anos, o uso do medicamento evitou casos graves e óbitos em uma população frágil nos primeiros dois anos de vida, fortalecendo o sistema imunológico durante a sazonalidade.

Amanda Carolina de Sousa, mãe do pequeno Mathias, nascido com 28 semanas de gestação e que desenvolveu comorbidades como broncodisplasia e problemas motores, expressa gratidão: “Eu fico muito feliz pela opção do palivizumabe, porque sabemos o quão complicado e sofrido pode ser caso ele venha a ter bronquiolite. Seria um grande risco para o meu filho. Então, fico grata e esperançosa.”

Para receber o medicamento, é necessário apresentar prescrição e relatório médicos atualizados, incluindo nome da criança e da mãe, data de nascimento, idade gestacional, peso ao nascer e atual, descrição do quadro clínico e detalhes sobre comorbidades relacionadas à prematuridade. Não é exigido termo de consentimento.

Estão disponíveis 460 doses na rede pública, em frascos de 50mg e 100mg, administrados conforme o peso da criança. As aplicações serão mensais até o fim do período de sazonalidade ou quando a criança completar 11 meses e 29 dias, totalizando cinco doses.

Em paralelo, a Ses-DF iniciou a aplicação do nirsevimabe para bebês nascidos de até 36 semanas e seis dias de gestação, além de crianças de até 24 meses com comorbidades. Essa estratégia contra o VSR segue até 1º de agosto e, a partir de 2027, o nirsevimabe substituirá o palivizumabe para todas as crianças prematuras no Distrito Federal.

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