A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) incorporou drones como nova ferramenta no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika. A iniciativa visa mapear regiões mais afetadas e adotar respostas pontuais e estratégicas contra os criadouros do vetor.
Os drones realizam um mapeamento territorial em localidades com histórico de maior incidência dessas doenças. Equipados com câmeras de alta qualidade, os aparelhos capturam milhares de fotos que são processadas para formar ortofotos, panoramas detalhados que permitem identificar recipientes com potencial para se tornarem criadouros do mosquito.
Além do mapeamento, os drones aplicam larvicida diretamente em águas paradas de difícil acesso. O aparelho sobrevoa o imóvel e libera o inseticida, protegido por um invólucro solúvel, na quantidade necessária para cada recipiente.
A utilização dos drones segue critérios baseados na incidência de casos, no índice de infestação revelado pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e na quantidade de ovos capturados por ovitrampas. O serviço é planejado pela equipe de técnicos da Vigilância Ambiental, composta por biólogos, e não é solicitado individualmente, mas integrado ao planejamento geral.
Essa tecnologia complementa outras ações da SES-DF, como a instalação de estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) em residências, a liberação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia — que impede a transmissão de doenças — e o aumento de armadilhas ovitrampas para monitoramento.