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Saúde

Ressaca ou intoxicação alcoólica? Saiba identificar sinais de alerta pós-Carnaval

Sintomas graves como vômitos persistentes e confusão mental demandam atenção médica imediata, especialmente após festas com excesso de álcool.

Redação Jornal de Brasília

18/02/2026 7h50

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Em casos de ressaca leve, o conselho é beber bastante água, água de coco ou soro de reidratação, manter alimentação leve e descansar | Foto: Divulgação/IgesDF

Dor de cabeça, enjoo, fraqueza e sede intensa são sintomas comuns em quem exagerou na bebida durante o Carnaval. Na maioria dos casos, a ressaca melhora com hidratação e repouso, mas em situações mais graves, pode evoluir para intoxicação alcoólica, que exige atendimento imediato.

O período carnavalesco, com longas horas de festa, altas temperaturas, alimentação irregular e mistura de álcool com bebidas energéticas, costuma aumentar os atendimentos em emergências por consumo excessivo. “Recebemos muitos pacientes que, após a associação do álcool a outras substâncias, como drogas, chegam desacordados e desidratados”, explica a enfermeira e gerente da UPA do Recanto das Emas, Idê Ingrid Rodrigues Borges, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

De acordo com a profissional, o consumo excessivo pode provocar rebaixamento do nível de consciência, vômitos e alterações na pressão arterial. Pessoas com comorbidades como diabetes e hipertensão correm risco de descompensação e chegarem em estado grave às unidades de saúde. Além disso, são comuns atendimentos por quedas, brigas e acidentes evitáveis.

A ressaca surge como resposta do organismo ao excesso de álcool: o fígado metaboliza a substância enquanto o corpo enfrenta desidratação, queda de açúcar no sangue e irritação gástrica. Para quadros leves, recomenda-se beber água, água de coco ou soro de reidratação, manter alimentação leve com frutas e descansar.

No entanto, evitar automedicação é essencial. Ingerir anti-inflamatórios com estômago vazio pode causar gastrite ou sangramento, e tomar mais álcool para “curar” a ressaca agrava o problema. Medicamentos só devem ser usados com orientação profissional.

Sinais de alerta incluem vômitos persistentes, sonolência profunda, confusão mental, desmaio, respiração lenta ou irregular, pele fria ou arroxeada e convulsões, indicando possível coma alcoólico, uma emergência que pode ser fatal sem intervenção rápida.

A combinação de álcool com energéticos, comum nas festas, eleva os riscos. A cafeína mascara a embriaguez, levando a consumo excessivo e comportamentos perigosos, além de desidratação grave e arritmias cardíacas.

Deixar a pessoa dormir em casos de alerta é arriscado, podendo resultar em depressão respiratória ou parada sem detecção. Se houver dificuldade para acordar ou alterações respiratórias, procure atendimento imediatamente.

Para Ieda Soares, que curte o Carnaval anualmente, a responsabilidade é chave: “A primeira coisa que eu penso é na hidratação. Sempre sigo a orientação de me alimentar bem e intercalar bebida com água.” Aproveitar a folia com moderação garante saúde e diversão.

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