O Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado em 20 de março, reforça um alerta que vai além do sorriso. Pesquisas recentes indicam que infecções gengivais podem ter impactos sistêmicos e possíveis conexões com doenças neurodegenerativas. Dessa forma, a atenção à higiene oral ganha novo peso no debate sobre qualidade de vida.
Segundo investigações científicas, bactérias relacionadas à doença periodontal foram identificadas em cérebros de pacientes com Alzheimer. A hipótese é que microrganismos oriundos da gengiva inflamada consigam alcançar a corrente sanguínea e provocar respostas inflamatórias no organismo. Além disso, esses processos podem favorecer o acúmulo de proteínas associadas à degeneração cerebral.
Subtítulo: prevenção e acesso ao atendimento ganham destaque no DF
No Distrito Federal, iniciativas voltadas à prevenção buscam ampliar o cuidado odontológico entre trabalhadores. O Seconci-DF oferece atendimento gratuito à categoria da construção civil, incluindo procedimentos como restaurações, extrações e tratamentos de canal. Somente em 2025, foram registrados mais de 21 mil atendimentos.
De acordo com a gerente de odontologia da entidade, Mára Lúcia Campos, hábitos simples têm papel decisivo na prevenção. “A escovação correta, o uso diário do fio dental e as consultas periódicas ao dentista ajudam a controlar doenças gengivais e reduzem processos inflamatórios no corpo. Esses cuidados são fundamentais para a saúde geral”, afirma.
Com unidades fixas e móveis em diferentes regiões do DF, o serviço busca facilitar o acesso ao tratamento contínuo. Enquanto isso, especialistas reforçam que manter uma rotina de cuidados bucais contribui não apenas para a autoestima, mas também para a proteção da saúde integral.