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Saúde

Psicóloga do IgesDF orienta sobre comunicação saudável em unidades de saúde

Fernanda Souza Pinto destaca a importância da empatia e escuta ativa para melhorar o atendimento no SUS e promover a saúde mental de pacientes e equipes

Redação Jornal de Brasília

26/04/2026 11h22

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Foto: Divulgação/IgesDF

Em unidades de saúde do Distrito Federal, a comunicação entre profissionais e pacientes influencia diretamente a qualidade do atendimento e a saúde mental de todos os envolvidos. A escuta atenta, o acolhimento e a empatia são fundamentais para criar conexões humanizadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras, abrangendo a forma como as mensagens são transmitidas e recebidas. “A cada oportunidade de comunicação e expressão, podemos utilizar nosso repertório de experiências para criar conexões mais humanas e respeitosas. Em um ambiente de saúde, isso faz ainda mais diferença, porque muitas vezes o paciente já chega fragilizado e precisa, antes de tudo, ser acolhido”, afirma.

Segundo a especialista, o cuidado com a comunicação deve ser constante, especialmente em um contexto onde questões emocionais são cada vez mais presentes na rotina das pessoas e no ambiente hospitalar. “A relevância da comunicação na saúde mental exige competência, responsabilidade e dedicação. Não se trata apenas do que é dito, mas de como isso chega ao outro. A forma como uma informação é transmitida pode gerar segurança ou aumentar ainda mais a ansiedade e o sofrimento”, destaca.

Fernanda Souza Pinto ressalta que a saúde mental não se restringe ao ambiente clínico, estendendo-se a espaços como o convívio familiar, o trabalho e as relações sociais. No hospital, isso se reflete nas interações entre colegas de equipe, familiares e pacientes. “Desenvolver habilidades de escuta e expressão ajuda a enfrentar situações complexas com mais equilíbrio. Muitas vezes, um atendimento mais humanizado começa justamente na forma como ouvimos e respondemos ao outro”, pontua.

A psicóloga reforça a importância de buscar ajuda especializada para lidar com emoções ou situações do cotidiano. “A saúde mental atravessa fronteiras e chega dentro das nossas casas. Lidar com esse universo de complexidades, muitas vezes, requer apoio profissional. Isso é um passo importante no cuidado com a própria saúde e pode fazer toda a diferença”, orienta.

A comunicação pode ser uma ferramenta de acolhimento, prevenção e cuidado, dentro e fora das unidades de saúde. No Distrito Federal, a população tem acesso a uma rede pública gratuita para atendimento em saúde mental pelo SUS.

Os principais pontos incluem:

– Centros de Atenção Psicossocial (Caps): serviços especializados para acompanhamento psicológico e psiquiátrico em casos de ansiedade, depressão e uso abusivo de substâncias.

– Unidades Básicas de Saúde (UBSs): porta de entrada do SUS, com escuta qualificada e encaminhamentos quando necessário.

– Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros: para urgências e crises.

– Centro de Valorização da Vida (CVV): escuta gratuita e sigilosa pelo telefone 188, 24 horas por dia, ou por chat no site.

Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

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