Menu
Saúde

Projeto na UCB usa exercícios para aliviar efeitos da hormonioterapia em sobreviventes de câncer de mama

Iniciativa gratuita, inspirada em programa internacional, oferece sessões personalizadas que reduzem dores e fadiga em mulheres em remissão

Redação Jornal de Brasília

08/02/2026 9h40

image (38)

Foto: Divulgação

Um projeto da Universidade Católica de Brasília (UCB), coordenado pela professora Gislane Ferreira de Melo e financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), investiga o impacto de exercícios físicos personalizados na qualidade de vida de mulheres em remissão de câncer de mama que realizam hormonioterapia.

Inspirado no programa internacional Get Real & Heel, desenvolvido há mais de 15 anos na University of North Carolina at Chapel Hill (UNC), nos Estados Unidos, o Get Real & Heel Brasil oferece sessões gratuitas de exercícios supervisionados três vezes por semana, com duração média de uma hora e meia. Atualmente, o programa atende cerca de 30 sobreviventes do câncer de mama, muitas delas em uso de hormonioterapia.

O câncer de mama é o tipo mais letal entre as mulheres no Brasil, e mesmo após cirurgias, quimioterapia e radioterapia, as pacientes enfrentam efeitos colaterais prolongados da hormonioterapia, como dores articulares, fadiga crônica, alterações de humor, distúrbios do sono e impactos sociais.

O projeto, apoiado pelo edital Demanda Espontânea da FAPDF em 2024, adota uma abordagem personalizada. Antes de iniciar, as participantes passam por avaliações clínicas, oncológicas, físicas, funcionais, psicológicas e sociais. As sessões incluem exercícios aeróbicos, de força, mobilidade, equilíbrio e flexibilidade, ajustados individualmente e monitorados continuamente.

Além dos benefícios físicos, como redução de dores musculares e articulares, diminuição da fadiga e melhora da disposição e do sono, o programa promove ganhos emocionais e sociais. As mulheres relatam menos ansiedade e depressão, maior autoestima, ressignificação da imagem corporal e fortalecimento de redes de apoio mútuo. O programa registra baixos índices de faltas e nenhuma desistência, graças ao modelo de acolhimento.

O estudo também analisa biomarcadores moleculares, inflamatórios e utiliza inteligência artificial para identificar padrões de resposta ao treinamento. Esses dados visam subsidiar políticas públicas de saúde no Distrito Federal, incluindo palestras em hospitais e a implantação de programas semelhantes na rede pública.

Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, projetos como esse transformam conhecimento científico em impacto social, unindo excelência em pesquisa e cuidado humanizado. A coordenadora Gislane Ferreira de Melo destaca o exercício como estratégia terapêutica não farmacológica, essencial durante o longo período de hormonioterapia, com potencial para se tornar modelo de cuidado integral.

Com informações da Agência Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado