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Saúde

Projeto Fast Heroes ensina crianças a reconhecer sinais de AVC

Diretores de escolas do Recanto das Emas participaram de palestra sobre iniciativa que orienta alunos de 5 a 10 anos a identificar o acidente vascular cerebral e acionar o Samu-DF.

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 10h12

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A neurologista Letícia Rebello, do Hospital de Base, orienta: “Sabemos que quanto mais rápido o paciente for atendido, maiores são suas chances de recuperação” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF

Na última semana, diretores de centros de ensino do Recanto das Emas, no Distrito Federal, participaram de uma palestra para conhecer o projeto Fast Heroes, conhecido em português como Heróis do AVC. A iniciativa, já premiada em outros países, visa instruir crianças de 5 a 10 anos sobre os principais sinais do acidente vascular cerebral (AVC) e a importância de agir rapidamente, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) pelo número 192.

O projeto é resultado de uma parceria entre as secretarias de Saúde (SES-DF) e de Educação (SEEDF), com apoio da Iniciativa Angels, um programa de saúde presente em mais de 150 países. Além do Recanto das Emas, escolas de outras regiões administrativas do Distrito Federal devem implementar a iniciativa no futuro. A expectativa é que as crianças se tornem porta-vozes sobre como lidar com emergências de AVC para suas famílias, especialmente para os avós.

Durante o evento, a médica neurologista Letícia Rebello, do Hospital de Base de Brasília (HBDF) e colaboradora em neurologia da SES-DF, destacou que o AVC é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, com mais de 100 mil óbitos anuais no país. “Sabemos que, quanto mais rápido o paciente for atendido, maiores são suas chances de recuperação; e, na prática, há uma série de exemplos de crianças que ligam para o Samu-DF 192 para relatar um AVC”, enfatizou.

A diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF, Larisse Cavalcante, elogiou a parceria entre as secretarias. “É fundamental que nossos alunos consigam detectar os primeiros sinais do AVC, de modo que o paciente possa ser prontamente atendido no local adequado”, apontou.

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