As doenças hipertensivas são responsáveis por cerca de 16% das mortes maternas em todo o mundo. Entre elas, a pré-eclâmpsia é apontada como uma condição rápida e perigosa, que pode causar danos severos à mãe e ao bebê quando não é identificada e tratada precocemente.
Marcado nesta sexta-feira (22), o Dia Mundial de Conscientização sobre a Pré-Eclâmpsia chama atenção para o quadro, associado ao aumento da pressão arterial durante a segunda metade da gravidez ou até seis semanas após o parto. Muitas vezes, os sinais aparecem de forma silenciosa, especialmente no início da gestação, o que reforça a importância do acompanhamento pré-natal desde o primeiro trimestre e de forma नियमित ao longo de toda a gravidez.
O caso da gestante Fernanda Maria da Silva, 27 anos, atendida no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), ilustra a necessidade de atenção aos sinais da doença. O surgimento repentino de edemas nos pés e nas mãos, somado a alterações em exames de sangue durante as consultas, levou ao encaminhamento para acompanhamento de gestação de alto risco. Nos dias seguintes, ela teve uma crise hipertensiva, com formigamento e dormência, e buscou atendimento emergencial.
O exame indicou proteinúria, sinal de lesão renal, e no início deste mês, com 28 semanas de gestação, foi confirmado o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Fernanda passou a ser acompanhada pela equipe do Hmib e recebeu orientação de repouso total. Em relato sobre a situação, disse que a experiência tem sido “bem difícil e desafiadora” e afirmou que o hospital é o melhor lugar onde pode estar neste momento.
Segundo a ginecologista e obstetra do Hmib Sarah Cintra, as consultas gestacionais ajudam a permitir um tratamento mais rápido e a reduzir complicações para mãe e bebê. Ela ressalta que o histórico clínico e hábitos de vida podem indicar o surgimento da doença, citando intercorrências em gestações anteriores, comorbidades crônicas como diabetes, obesidade e hipertensão, além de tabagismo, sedentarismo, alimentação desequilibrada e pressão arterial elevada.
Diante de sintomas ou alterações, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de emergência ou uma maternidade com atendimento obstétrico próxima de casa. A avaliação médica rápida, segundo a especialista, é essencial para evitar complicações mais graves.