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Saúde

Praias próximas a SP concentram piores condições de balneabilidade

Boletim da Cetesb revela contaminação por esgoto em 15 praias da Baixada Santista, com recomendações para evitar banhos após chuvas.

Redação Jornal de Brasília

23/01/2026 13h41

praia de São Sebastião

Praia em São Sebastião (SP). Foto: Divulgação/Ministério do Turismo/Rogerio Cassimiro

As praias de São Vicente, Santos e Praia Grande, as mais próximas da capital paulista, concentram a maior parte dos pontos impróprios para banho de mar, segundo o boletim de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A Baixada Santista registra 15 praias em condições inadequadas, enquanto o Litoral Norte tem nove pontos não recomendados. No total, das praias monitoradas no estado, 151 são classificadas como próprias para banho. Em São Vicente, três das seis praias estão impróprias; em Santos, quatro de sete; e em Praia Grande, cinco de 12. O Guarujá tem duas de sete praias problemáticas, e Itanhaém, apenas uma de 12.

No Litoral Norte, há uma praia imprópria em São Sebastião, duas em Caraguatatuba, três em Ilhabela e três em Ubatuba, entre as 105 monitoradas na região.

A contaminação é causada principalmente pela presença de Enterococos, bactérias indicadoras de esgoto de origem humana ou animal, que aumentam o risco de doenças de pele, diarreias e infecções. Os critérios da Cetesb consideram uma praia imprópria quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas superam 100 colônias por 100 mililitros, ou se a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml. As coletas são feitas semanalmente a um metro de profundidade.

Essa situação persiste há décadas devido à falta de saneamento adequado e ao aumento de emissões de esgoto durante as férias, quando as regiões recebem centenas de milhares de turistas. “A água aparentemente limpa pode estar imprópria. Por isso, o monitoramento é essencial para orientar a população e apoiar a gestão pública”, explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb.

O órgão recomenda evitar banhos por pelo menos 24 horas após chuvas fortes, mesmo em praias próprias, e se afastar de canais, rios e córregos que deságuam no mar, pois podem receber esgoto irregular. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são os mais vulneráveis a contrair doenças a partir de águas contaminadas.

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