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Saúde

Padilha defende restrições em propaganda de apostas como no cigarro

Ministro da Saúde compara vício em bets ao tabagismo e destaca ações para proteger menores e famílias.

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 12h19

ministro alexandre padilha anuncia compra de vacinas contra o vírus vsr. (1)

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta quinta-feira (9) ações mais restritivas na publicidade de apostas online durante participação no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional. Ele comparou o vício em bets ao do cigarro, destacando as propagandas acessíveis a crianças e eventos esportivos no passado, como a Fórmula 1, que era pautada pela indústria tabagista.

Padilha enfatizou o sucesso da regulação anterior do tabagismo, que reduziu o uso do cigarro por meio de restrições publicitárias. O governo tem implementado medidas para combater as apostas online, incluindo a suspensão de qualquer publicidade de jogos de apostas para crianças e adolescentes.

Outras iniciativas incluem um programa de teleatendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece apoio gratuito a pessoas com compulsão por jogos de aposta, realizado por psicólogos e terapeutas ocupacionais. Além disso, o mecanismo de autoexclusão permite que cidadãos bloqueiem simultaneamente todas as contas em sites de apostas autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também criticou as apostas online em entrevista ao ICL Notícias na quarta-feira (8), afirmando que causam problemas nas famílias brasileiras, como o acesso facilitado por celulares a crianças e adolescentes. Lula defendeu o fim das bets, embora a decisão dependa do Congresso Nacional, e citou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde o mês passado, que impõe exigências a plataformas digitais para proteger menores, como verificação etária, remoção de conteúdos ilegais e proteção de dados pessoais contra usos comerciais e publicitários.

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