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Molecada

Otite externa aumenta no verão e exige cuidados com crianças

Infecção conhecida como ouvido de nadador prolifera com o contato prolongado com água, afetando principalmente os pequenos.

Redação Jornal de Brasília

11/01/2026 9h29

Durante o verão, os casos de otite externa, popularmente chamada de ouvido de nadador, registram um aumento significativo, especialmente entre crianças que passam mais tempo em piscinas, rios e no mar.

O ambiente quente e úmido favorece a proliferação de bactérias e fungos no canal auditivo, principal causa da infecção. A umidade acumulada após banhos ou atividades aquáticas é o fator determinante, embora o uso de ar-condicionado também possa contribuir. Segundo o pediatra Luis Henrique Costa, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o risco é maior em locais com higiene inadequada, pois a água retida cria um ambiente ideal para infecções na região entre o tímpano e o canal auditivo.

Embora mais comum em crianças, a otite externa pode afetar adolescentes e adultos. Nos pequenos, o diagnóstico é mais desafiador, pois eles nem sempre expressam a dor claramente, exigindo observação de mudanças comportamentais por parte dos responsáveis.

Os sintomas variam conforme a idade. Em bebês, manifestam-se de forma indireta, como irritabilidade, choro intenso, febre e, em casos graves, secreção no ouvido – sinal que exige atendimento médico imediato. Já em crianças maiores, a dor no ouvido é o sintoma predominante, acompanhada possivelmente de febre persistente por mais de 48 horas e prostração.

O pediatra enfatiza a importância de evitar automedicação e consultar um profissional, pois o tratamento depende do tipo de otite. Em alguns casos, adota-se uma abordagem conservadora sem antibióticos imediatos; em outros, o uso de medicamentos é necessário.

Para prevenir a otite, recomenda-se secar apenas a parte externa do ouvido com toalha ou algodão após exposição à água, evitando o uso de cotonetes, que podem empurrar o cerúmen para dentro e agravar o risco. É essencial também evitar locais com condições higiênicas precárias e ficar atento a sinais como sensação de ouvido tampado ou desconforto.

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