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Saúde

Óbitos por malária na Terra Yanomami caem 80% em 2025

Ministério da Saúde destaca redução de mortes evitáveis e avanços em testagem e vacinação após emergência sanitária.

Redação Jornal de Brasília

08/04/2026 17h22

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou um informe sobre a situação dos indígenas na Terra Yanomami, registrando uma redução de 80,8% nos óbitos por malária entre janeiro de 2023 e o final de 2025. Essa queda ocorre após a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em 2023, para enfrentar a crise humanitária causada pela invasão de garimpeiros na região, o maior território indígena do país, em Roraima.

Os avanços incluem um aumento de 75,9% no número de exames realizados por detecção ativa, com o total de testes para a doença passando de 144.986 para 257.930 em 2025. Além disso, os óbitos por desnutrição diminuíram 53,2% no período. O percentual de crianças menores de cinco anos com peso adequado subiu de 45,4% para 53,8%, enquanto o acompanhamento dessas crianças aumentou de 70,1% para 85,1%. A desnutrição grave também registrou queda, com crianças de muito baixo peso reduzindo de 24,2% para 15,2%.

No atendimento a infecções respiratórias agudas, houve um crescimento de 254% entre 2023 e 2025, resultando em uma redução de 76% na letalidade e de 16,7% no número de óbitos desde o início da resposta à emergência. Na imunização, o número de doses aplicadas aumentou 40%, de 31.999 para 44.754. O percentual de crianças menores de um ano com esquema vacinal completo mais que dobrou, passando de 27% para 60,6%, e entre as de até cinco anos, avançou de 47,4% para 78,3%.

A força de trabalho em saúde no território mais que triplicou, de 690 para mais de 2.130 profissionais atuando nas aldeias, na Casa de Saúde Indígena (Casai) em Boa Vista e em estruturas do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. Infraestrutura também foi ampliada, com 261 intervenções em sistemas de abastecimento de água, instalação de mais de 1.400 filtros, implantação de 61 sistemas de energia solar e melhorias em unidades de saúde.

Um marco foi a reforma e ampliação do Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) no polo base de Surucucu, que realizou 4.374 atendimentos ambulatoriais, incluindo 2.081 exames laboratoriais e 328 ultrassonografias, atendendo 48 comunidades. Segundo a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, esses resultados refletem a ampliação do acesso à saúde, com redução de mortes por causas evitáveis como malária e desnutrição, fortalecendo a presença do Estado de forma integral e respeitosa às especificidades culturais dos povos indígenas.

Com informações da Agência Brasil

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