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Saúde

Novas diretrizes para tratamento da fibromialgia incluem prática de atividade física

Associação médica atualiza recomendações para fibromialgia após 15 anos e amplia foco em terapias não medicamentosas

Redação Jornal de Brasília

14/05/2026 18h13

Foto: Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF

PATRÍCIA PASQUINI
FOLHAPRESS

A prática de exercícios físicos, a psicoterapia e o tratamento interdisciplinar ganharam destaque nas novas diretrizes para o manejo da fibromialgia pela SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia). A atualização incorporada evidências científicas recentes, visto que as últimas recomendações eram de 2010.
A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada no corpo e envolve músculos e ligamentos.

Outros sinais e sintomas são falta de energia e cansaço excessivos, mesmo após dormir muitas horas; má qualidade do sono; sensação de formigamento em mãos e pés; e dificuldade para se concentrar por longos períodos. Ansiedade e depressão também podem estar associadas.

“Na fibromialgia, a pessoa sente dor em local que não tem lesão. Por exemplo, o problema não é o músculo, mas como ele percebe a dor no músculo”, afirma José Eduardo Martinez, presidente da SBR.

“Hoje existem uns questionários padronizados em que a pessoa aponta a queixa e eles medem a intensidade [da dor]”, acrescenta, referindo-se ao FIQR (Revised Fibromyalgia Impact Questionnaire) e ao FSQ (Fibromyalgia Survey Questionnaire), ambos disponíveis em português.

Segundo Martinez, as novas diretrizes foram divididas em não farmacológicas e medicamentosas.

O pilar da abordagem não medicamentosa é a atividade física. De acordo com o especialista, os exercícios aeróbicos são os que mais reúnem evidências científicas de redução da dor e da fadiga. A SBR também recomenda exercícios de fortalecimento e de relaxamento, bem como práticas que combinam atividade física e combate do estresse, como Tai Chi Chuan.

“Um paciente bem informado adere ao tratamento, entende a nossa proposta e se cuida melhor. Aqueles com componente emocional importante, com depressão e ansiedade, precisam de apoio psicológico.A técnica psicológica com mais estudos e evidências é a terapia cognitivo-comportamental”, afirma.
Também é recomendado tratamento com neuromodulação.

“Através do estímulo em partes do cérebro que cuidam da inibição da dor, podemos melhorar o paciente. Existem duas técnicas de neuromodulação: estimulação transcraniana magnética e estimulação transcraniana por corrente contínua. Isso é uma coisa relativamente nova, na última recomendação ainda era incipiente”, afirma Martinez.

Quanto aos medicamentos para fibromialgia, o especialista diz não haver evidência científica suficiente para recomendar outras drogas além das já indicadas duloxetina, pregabalina, amitriptilina e ciclobenzaprina, que atuam principalmente para redução da dor crônica e melhora do sono e da fadiga.

Existem ainda, segundo a SBR, estudos em andamento com naltrexona e Cannabis.

A fibromialgia afeta entre 2,5% e 3% da população brasileira. É a segunda doença reumatológica mais comum, atrás apenas da osteoartrite, e é mais prevalente em mulheres.

“Acredito que possa haver uma influência hormonal. O estrogênio também favorece a percepção de dor, mas são hipóteses que não estão exatamente comprovadas”, diz o médico.

A subjetividade dos sintomas faz da fibromialgia um desafio, afirma Martinez. “Quando olhamos para um paciente com dor, não a enxergamos. Muitas vezes ele se sente muito mal porque menciona a dor, mas as pessoas em volta não a reconhecem. Não é preguiça, nem invenção. É importante conscientizar as pessoas de que a síndrome causa impacto na qualidade de vida.”

A prática de exercícios físicos, a psicoterapia e o tratamento interdisciplinar ganharam destaque nas novas diretrizes para o manejo da fibromialgia pela SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia). A atualização incorporada evidências científicas recentes, visto que as últimas recomendações eram de 2010.

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada no corpo e envolve músculos e ligamentos. Outros sinais e sintomas são falta de energia e cansaço excessivos, mesmo após dormir muitas horas; má qualidade do sono; sensação de formigamento em mãos e pés; e dificuldade para se concentrar por longos períodos. Ansiedade e depressão também podem estar associadas.

“Na fibromialgia, a pessoa sente dor em local que não tem lesão. Por exemplo, o problema não é o músculo, mas como ele percebe a dor no músculo”, afirma José Eduardo Martinez, presidente da SBR.

“Hoje existem uns questionários padronizados em que a pessoa aponta a queixa e eles medem a intensidade [da dor]”, acrescenta, referindo-se ao FIQR (Revised Fibromyalgia Impact Questionnaire) e ao FSQ (Fibromyalgia Survey Questionnaire), ambos disponíveis em português.

Segundo Martinez, as novas diretrizes foram divididas em não farmacológicas e medicamentosas.
O pilar da abordagem não medicamentosa é a atividade física. De acordo com o especialista, os exercícios aeróbicos são os que mais reúnem evidências científicas de redução da dor e da fadiga. A SBR também recomenda exercícios de fortalecimento e de relaxamento, bem como práticas que combinam atividade física e combate do estresse, como Tai Chi Chuan.

“Um paciente bem informado adere ao tratamento, entende a nossa proposta e se cuida melhor. Aqueles com componente emocional importante, com depressão e ansiedade, precisam de apoio psicológico.A técnica psicológica com mais estudos e evidências é a terapia cognitivo-comportamental”, afirma.
Também é recomendado tratamento com neuromodulação.

“Através do estímulo em partes do cérebro que cuidam da inibição da dor, podemos melhorar o paciente. Existem duas técnicas de neuromodulação: estimulação transcraniana magnética e estimulação transcraniana por corrente contínua. Isso é uma coisa relativamente nova, na última recomendação ainda era incipiente”, afirma Martinez.

Quanto aos medicamentos para fibromialgia, o especialista diz não haver evidência científica suficiente para recomendar outras drogas além das já indicadas duloxetina, pregabalina, amitriptilina e ciclobenzaprina, que atuam principalmente para redução da dor crônica e melhora do sono e da fadiga. Existem ainda, segundo a SBR, estudos em andamento com naltrexona e Cannabis.

A fibromialgia afeta entre 2,5% e 3% da população brasileira. É a segunda doença reumatológica mais comum, atrás apenas da osteoartrite, e é mais prevalente em mulheres.

“Acredito que possa haver uma influência hormonal. O estrogênio também favorece a percepção de dor, mas são hipóteses que não estão exatamente comprovadas”, diz o médico.

A subjetividade dos sintomas faz da fibromialgia um desafio, afirma Martinez. “Quando olhamos para um paciente com dor, não a enxergamos. Muitas vezes ele se sente muito mal porque menciona a dor, mas as pessoas em volta não a reconhecem. Não é preguiça, nem invenção. É importante conscientizar as pessoas de que a síndrome causa impacto na qualidade de vida.”

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