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Saúde

Mosquitos com bactéria para combate à dengue no DF são monitorados

Equipes da Secretaria de Saúde verificam a estabilização da bactéria em Aedes aegypti liberados em setembro para combater arboviroses.

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 9h36

kÊnia cristina 05022025 eclosão de ovos de wolbito jhonatan cantarelle agência saúde df

Kênia Cristina, bióloga do LEM: “É um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação”

Em setembro, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia foram liberados em dez regiões administrativas do Distrito Federal e em dois municípios de Goiás. Desde então, equipes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) monitoram se a bactéria se estabilizou nos mosquitos transmissores de arboviroses em circulação.

O procedimento envolve equipes multiprofissionais e intersetoriais. Por meio das ovitrampas, os agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) realizam a coleta dos ovos de mosquitos. A paleta com o material é levada ao Laboratório de Entomologia Médica (LEM), onde são identificadas as larvas de Aedes aegypti para serem enviadas a pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Neste mês, ocorre o quarto ciclo de monitoramento. As avaliações continuam para além de março, quando o cronograma inicial prevê o fim das solturas dos mosquitos produzidos pela biofábrica.

“Esse é um método sustentável. As solturas terminam e a bactéria segue sendo transmitida à prole por meio da reprodução”, explica a bióloga do LEM, Kenia Cristina de Oliveira. “Também é um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação”, completa.

Os wolbitos, como são chamados os mosquitos inoculados, são mais uma ferramenta no combate a doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. A bactéria Wolbachia impede que o inseto desenvolva essas arboviroses, interrompendo a transmissão das doenças.

Além das ovitrampas e dos wolbitos, a SES-DF também adota borrifação residual intradomiciliar (BRI), estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) e drones para mapeamento de territórios mais críticos. Quase 2 milhões de visitas de Avas foram realizadas em residências no DF em 2025.

Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF).

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