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Saúde

Mortes por diabetes e AVC caem no DF, mas câncer e dengue sobem

Dados de 2014 e 2024 mostram redução em óbitos por diabetes, AVC e disparos de arma de fogo entre adultos de 30 a 69 anos no Distrito Federal, enquanto câncer e dengue avançam no ranking de causas de morte.

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 12h06

2.2. mutirão de combate a cânceres ginecológicos. foto jhonatan cantarelle agência saúde df

Uma das ações de destaque da Secretaria de Saúde é o mutirão de atendimento a casos de câncer | Foto: Jhonatan Cantaelle/Agência Saúde-DF

Dados comparativos de 2014 e 2024 indicam que adultos do Distrito Federal, na faixa etária de 30 a 69 anos, registraram menos mortes por diabetes, acidente vascular cerebral (AVC) e disparos de arma de fogo. No entanto, câncer e dengue apresentaram aumento significativo no ranking de causas de óbito. O infarto agudo do miocárdio permaneceu como a principal causa de morte em ambos os períodos, segundo o Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que analisou 5.240 certidões de óbito em 2014 e 6.397 em 2024.

Um dos avanços mais notáveis foi a redução nos óbitos por agressão com disparo de arma de fogo, que caíram de 211 casos em 2014 para 62 em 2024, elevando essa causa da segunda para a 29ª posição no ranking. Da mesma forma, as mortes por diabetes mellitus diminuíram de 166 para 129 ocorrências, passando do terceiro para o oitavo lugar.

Por outro lado, doenças oncológicas ganharam destaque. O câncer de mama subiu da quarta para a segunda posição, enquanto o câncer de brônquios e pulmões avançou da sexta para a terceira. O câncer de cólon entrou nas dez principais causas, saltando da 19ª para a 10ª colocação. A dengue teve o maior crescimento, migrando da 146ª para a 9ª posição, impulsionada pela epidemia registrada entre 2023 e 2024.

A SES-DF implementou ações contra a dengue, como tendas de atendimento, visitas domiciliares, armadilhas, drones e liberação de mosquitos inoculados com bactéria para reduzir a transmissão. Esses esforços resultaram em uma queda de 96% nos casos prováveis de dengue em 2025. No atendimento oncológico, o programa reduziu a lista de espera para consultas em 52,3%, de 889 para 424 pacientes, e o tempo médio de espera de 81 para 25 dias. Para radioterapia, a redução foi de 35,39%, com lista caindo de 630 para 407 pacientes e tempo de espera de 87 para 36 dias.

Mélquia Lima, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde da SES-DF, destacou que esses dados alertam para a necessidade de detecção precoce e tratamento oportuno, especialmente para cânceres de mama, brônquios, pulmões e cólon, além da doença isquêmica crônica do coração. O informativo foca em mortes prematuras, considerando a expectativa de vida no DF de 79,7 anos, superior à média nacional de 76,6 anos, com 82,9 anos para mulheres e 76,3 para homens, segundo o IBGE.

Os dados reforçam a importância de políticas públicas baseadas em evidências e incentivam a população a adotar hábitos saudáveis, como atividade física, alimentação equilibrada, controle de estresse, sono de qualidade e exames de rotina frequentes.

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