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Saúde

Ministério da Saúde reforça combate à chikungunya em Dourados com 50 agentes

Reforço ocorre em território indígena com atendimentos, distribuição de cestas e instalação de larvicidas.

Redação Jornal de Brasília

05/04/2026 7h05

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias para atuar no território indígena de Dourados, no Mato Grosso do Sul, no combate ao surto de chikungunya. Desses, 20 profissionais já iniciaram as atividades na sexta-feira (3), enquanto os demais 30 chegam ao longo do fim de semana, com início previsto para o dia 6 de abril.

Além disso, no dia 6, será iniciada a distribuição de 2 mil cestas de alimentos aos indígenas, com previsão de entrega de 6 mil unidades até junho, em parceria com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social, a Conab e a Defesa Civil.

A secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, enfatizou a relevância dos agentes locais. “Esses profissionais serão decisivos nessa força-tarefa, pois, além de conhecerem o território, fortalecem o cuidado direto nas comunidades. Estamos atuando tanto na resposta imediata, com a contratação de 50 agentes, quanto no fortalecimento estrutural, com a ampliação da força de trabalho e novos investimentos”, afirmou.

Em maio, serão contratados 102 profissionais da saúde indígena, incluindo agentes de saúde, de saneamento, enfermeiros e psicólogos, para reforçar o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul.

O Ministério liberou R$ 900 mil para custeio de ações de vigilância, assistência e controle da doença no município. A Força Nacional do SUS atua na região desde 17 de março, tendo realizado mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Foram removidas 96 pessoas para hospitais e feitas 250 visitas domiciliares.

Mobilizados, 40 profissionais de saúde da FN-SUS, em conjunto com a Sesai e a SVSA, realizam visitas, educação em saúde e ampliação da busca ativa, atuando inclusive aos fins de semana e reforçando o atendimento pediátrico no Hospital Universitário.

Agentes de saúde e de combate às endemias visitaram mais de 4,3 mil residências, com mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. Em uma ação, 100 profissionais e voluntários recolheram quatro caminhões de resíduos e visitaram 250 domicílios.

Para controle do vetor, o Ministério instalará mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Das 300 unidades enviadas, 160 foram instaladas no bairro Jóquei Clube e áreas adjacentes.

A Fiocruz enviou medicamentos para tratamento da dor. No território indígena, contam-se 210 Agentes Indígenas de Saúde e 150 de Saneamento, com reforço logístico de veículos em contratação.

Desde 25 de março, uma Sala de Situação nacional monitora o cenário, articulada com estruturas estaduais e locais. O Centro de Operações de Emergência está em implementação.

O Exército Brasileiro apoia com 40 militares e cinco viaturas. A resposta envolve múltiplos órgãos, como Ministérios dos Povos Indígenas, da Integração e do Desenvolvimento Regional, Defesa, Desenvolvimento Social, Funai, DSEI-MS, Defesa Civil, Ebserh, Conab e FN-SUS.

Dados de 4 de abril indicam 3.596 notificações de chikungunya na região, com 1.314 confirmados, 459 descartados e 1.823 em investigação. Desses confirmados, 914 (69,6%) ocorreram em aldeias indígenas.

A chikungunya, transmitida pelo Aedes aegypti — vetor também da dengue e zika —, causa febre, dores musculares, cefaleia e intensas nas articulações. O Ministério orienta eliminar criadouros semanais, verificando caixas d’água, pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, ralos e recipientes com água parada.

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