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Saúde

Ministério da Saúde pede incorporação de canetas emagrecedoras ao SUS

Os medicamentos serão destinados a pacientes com obesidade

Redação Jornal de Brasília

24/09/2026 20h46

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

São Paulo, 24 – O Ministério da Saúde solicitou nesta quinta-feira, 24, a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS) através de um ofício enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS. Os medicamentos serão destinados a pacientes com obesidade.

De acordo com o texto do ministro Alexandre Padilha, serão avaliados medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, que já não tem mais registro de patente ativo e conta com versões genéricas e produzidas no Brasil.

Os medicamentos atuam de forma análoga ao hormônio natural GLP-1, que ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de saciedade. Por isso, os remédios são indicados para tratamento de obesidade e de diabetes tipo 2.

A avaliação da Conitec é o primeiro passo para a incorporação. Após a publicação do parecer, uma consulta pública será realizada, e somente depois o Ministério da Saúde pode determinar a inclusão das canetas no SUS.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.

Na última quinta-feira, 17, durante agenda da campanha para reeleição em Montes Claros (MG), o presidente Lula afirmou que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Lula, porém, não indicou na ocasião quando a iniciativa passará a valer.

O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025.

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no País, sendo 14 delas em 2026, e novos registros ainda são esperados, de acordo com o Ministério. Em nota oficial publicada no site, a pasta celebra o número de opções e afirma que a concorrência permitiu uma redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano.

Estadão Conteúdo

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