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Saúde

Ministério da Saúde libera R$ 900 mil contra chikungunya em Dourados (MS)

Recursos emergenciais apoiam vigilância, controle vetorial e assistência em territórios indígenas da Grande Dourados.

Redação Jornal de Brasília

27/03/2026 22h25

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Saúde liberou, nesta sexta-feira (27), um aporte emergencial de R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O valor será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal, permitindo agilidade na execução das estratégias.

Os recursos serão usados para intensificar a vigilância em saúde, o controle do mosquito Aedes aegypti, a qualificação da assistência e o apoio às equipes de atendimento à população. Essa liberação se soma a iniciativas em curso, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), armadilhas que utilizam tecido impregnado com larvicida para interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

Das 300 unidades enviadas inicialmente de Campo Grande, 150 já foram instaladas nos bairros Jóquei Clube, Santa Felicidade e Santa Fé. As próximas áreas a receberem as EDLs incluem Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga. Antes da implementação, agentes municipais foram capacitados por técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB).

A coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses, Lívia Vinhal, enfatizou que as estações fazem parte de uma estratégia ampla de controle vetorial, destacando a necessidade de ação conjunta entre poder público e população para eliminar criadouros.

Nas áreas indígenas, ações incluem busca ativa nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizada pela Força Nacional do SUS (FN-SUS) e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), com 106 atendimentos domiciliares. O diretor da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, ressaltou a importância da atuação integrada para alcançar populações vulneráveis e evitar casos graves.

Desde o início de março, agentes de saúde e de combate às endemias visitaram mais de 2,2 mil residências nas aldeias, realizando mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e inseticidas, além de assistência por unidade móvel da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Para reforçar as equipes, o Ministério autorizou a contratação emergencial de 20 Agentes de Combate a Endemias (ACE), em parceria com a AgSUS, por análise curricular e conforme a CLT. Desde 18 de março, a FN-SUS mobilizou 34 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos, nas áreas mais afetadas.

Uma Sala de Situação foi instalada no Ministério da Saúde na quarta-feira (25) para coordenar ações federais, com planos de levar a estrutura ao território, integrando áreas técnicas, gestores estaduais e municipais, e outros órgãos como Sesai, SVSA, DSEI-MS e Defesa Civil.

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