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Saúde

Ministério da Saúde lança campanha contra amputações por diabetes

Iniciativa ‘Lava-Pés’ em Recife foca na prevenção de complicações nos pés diabéticos e se expande ao país até 9 de abril.

Redação Jornal de Brasília

01/04/2026 21h21

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Foto: Grax Medina/MS

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (1º), em Recife (PE), a ‘Campanha Lava-Pés: cuidado com os pés diabéticos’, que segue até 9 de abril em todo o Brasil. A ação visa prevenir complicações como feridas, infecções e amputações em pessoas com diabetes mellitus, oferecendo avaliações sobre alimentação saudável, uso de medicamentos, práticas de autocuidado e aferição da pressão arterial.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, enfatizou a importância da iniciativa para fortalecer o cuidado no SUS. “Essa campanha reúne profissionais, instituições e serviços de saúde com o objetivo de prevenir e cuidar do pé diabético. Atitudes simples, como avaliações periódicas, fazem grande diferença na identificação precoce de complicações e na melhoria da qualidade de vida”, disse ele.

Proenço destacou que a ação vai além do cuidado clínico, promovendo a formação de profissionais, envolvendo estudantes e residentes, e resgatando o simbolismo do ‘lava-pés’, que representa humildade, escuta e empatia no atendimento.

De acordo com o relatório Vigitel Brasil 2006-2022, cerca de 12,9% da população brasileira vive com diabetes, um crescimento de 134% em relação a 2006. A doença é a principal causa de amputações de membros inferiores no país, associadas a hospitalizações prolongadas, reabilitação complexa e perda de autonomia.

A campanha, iniciada em 2014 em Caruaru (PE), reuniu em Recife profissionais da saúde, estudantes, representantes de instituições religiosas e educacionais, e lideranças comunitárias. A programação incluiu rodas de conversa, mutirões de cuidado e o gesto simbólico do lava-pés. Uma das atendidas foi a professora aposentada Helena Lopes de Almeida, de 80 anos, moradora do Morro da Conceição, que elogiou a iniciativa por trazer cuidado e esperança à comunidade.

O médico de família Helckson Feitosa, da UBS do Morro da Conceição, observou que ações como essa fortalecem a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, permitindo detectar alterações clínicas precocemente.

No SUS, o tratamento do diabetes consome cerca de R$ 586 milhões anuais, com parte destinada a pacientes com úlceras infectadas. O Ministério amplia ações com insulinas humanas e análogas, medicamentos orais e injetáveis. Em 2024, a Conitec recomendou a ampliação de insulinas análogas para diabetes tipo 2, e o dapagliflozina foi incorporado ao Farmácia Popular para pacientes com risco cardiovascular.

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