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Saúde

Ministério da Saúde lança biblioteca virtual em saúde indígena

Iniciativa da Sesai em parceria com a Bireme/OPAS/OMS reúne estudos científicos e experiências nos territórios indígenas para fortalecer políticas públicas.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 16h39

ministerio da saúde

Foto: Fabio Miranda – Sesai/MS

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), lançou a primeira Biblioteca Virtual em Saúde Indígena do Brasil (BVS Saúde Indígena), em cooperação técnica com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/OPAS/OMS).

O pré-lançamento ocorreu na quinta-feira, 19 de março, em Brasília, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O evento reuniu gestores públicos, pesquisadores, instituições parceiras e representantes indígenas.

A secretária-adjunta de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou a relevância do projeto durante o evento. “Atualmente, temos um déficit em relação a referências. A partir de agora, teremos um instrumento estruturante para avançarmos nas ações e no conhecimento sobre a saúde indígena”, afirmou.

A biblioteca reúne em um único ambiente digital estudos científicos, documentos técnicos, normativas, relatórios institucionais e experiências desenvolvidas nos territórios indígenas. Ela visa fortalecer a gestão do conhecimento no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), contribuindo para qualificar a formulação de políticas públicas e ampliar o acesso a informações confiáveis sobre a saúde indígena.

Ao sistematizar conteúdos antes dispersos, a plataforma facilita o acesso por gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e estudantes, promovendo transparência.

O coordenador substituto da Coordenação-Geral de Gestão do Conhecimento, da Informação, da Avaliação e do Monitoramento da Saúde Indígena (Cgcoim) da Sesai, Alex Sales, enfatizou que a BVS Saúde Indígena é mais do que uma plataforma digital: uma “ação política”. “Na biblioteca virtual, vamos reunir, no mesmo lugar, ciência, política pública e os saberes e tecnologias indígenas, sempre alinhados com os princípios da Pnaspi [Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas], fortalecendo ainda o nosso SasiSUS”, defendeu.

Além de reunir documentos e pesquisas, a iniciativa pretende dar visibilidade às experiências nos territórios e valorizar a produção de conhecimento relacionada aos povos indígenas, aproximando a gestão pública, a academia e a cooperação internacional.

Para a Sesai, o projeto representa um avanço na organização e democratização do conhecimento sobre saúde indígena no Brasil, reforçando o compromisso com políticas baseadas em evidências, respeito à diversidade sociocultural e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O pré-lançamento marca o início da apresentação pública da plataforma e abre espaço para diálogo com instituições parceiras, pesquisadores e representantes indígenas, que contribuirão para seu desenvolvimento e consolidação.

A política de saúde indígena no Brasil é organizada no âmbito do SUS por meio de um modelo diferenciado de atenção, estruturado em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Esses distritos garantem assistência em saúde a comunidades indígenas em regiões remotas e de difícil acesso, tornando essencial a organização e circulação de informações qualificadas para fortalecer a gestão e as estratégias de cuidado.

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