A poucos dias do início do Carnaval, que começa nesta sexta-feira (13) e se estende até terça-feira (17), o Ministério da Saúde reforça a importância da doação voluntária de sangue para evitar a redução dos estoques nos hemocentros. Historicamente, esse período é um dos mais críticos para as unidades de todo o país, devido à diminuição das coletas durante os feriados prolongados.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que cada doador pode fazer a diferença ao garantir que os hemocentros estejam preparados para salvar vidas. Ele incentivou a ida às unidades, o convite a amigos e familiares e a doação antecipada, assegurando a continuidade dos atendimentos necessários, inclusive durante o carnaval.
O sangue é essencial para tratamentos de urgências e emergências, cirurgias de grande porte, doenças crônicas que demandam transfusões e na produção de medicamentos derivados do plasma. A doação regular mantém os estoques e a capacidade de resposta da hemorrede pública nacional.
Em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas de sangue, enquanto em 2025, até outubro, os dados preliminares indicam 2,71 milhões. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 3% da população de cada país seja doadora.
O Ministério da Saúde enfatiza que o sangue para transfusão é transversal às políticas públicas de saúde, contribuindo para salvar vidas, evitar complicações e assegurar atendimentos oportunos.
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos – com menores de 18 anos apresentando consentimento formal do responsável legal –, pesar no mínimo 50 kg e estar em boas condições de saúde. Pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60. Outros critérios incluem dormir pelo menos seis horas nas últimas 24 horas, estar alimentado (evitando gorduras nas três horas anteriores, ou esperar duas horas após o almoço) e apresentar documento de identificação oficial com foto.
Mais informações estão disponíveis na página do Ministério da Saúde.