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Saúde

Ministério da Saúde e Ipea debatem índice de vulnerabilidade social e ambiental para o SUS

Seminário discute integração de determinantes ambientais na formulação de políticas para fortalecer o Sistema Único de Saúde.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 19h22

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Nos dias 18 e 19 de março, o Ministério da Saúde e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) promoveram um seminário para debater o Índice de Vulnerabilidade Social e Ambiental, com o objetivo de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

O evento visa qualificar o uso de evidências na formulação de políticas públicas, incorporando determinantes ambientais, como as mudanças climáticas, na saúde. A iniciativa busca estruturar uma rede de pesquisadores e instituições para desenvolver o índice.

Atualmente, o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) é utilizado no SUS para o cofinanciamento federal da atenção primária, influenciando a distribuição de recursos com base na classificação de vulnerabilidade dos municípios. O secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, destacou a importância de agregar a dimensão ambiental, afirmando que é essencial repensar o impacto das mudanças climáticas na saúde para evitar prejuízos na cobertura e atuar com mais assertividade. Ele mencionou outras iniciativas, como o AdaptaSUS.

O diretor de programa da Secretaria Executiva, Nilton Pereira Junior, enfatizou a intersetorialidade do SUS e a relação entre desastres ambientais, como enchentes, e doenças, incluindo arboviroses como a dengue, ligadas ao desmatamento.

Outro foco do seminário foi a expansão das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH), que permitem análises intramunicipais de dados censitários para identificar desigualdades dentro das cidades, superando limitações de análises apenas municipais. A presidente do Ipea, Luciana Servo, destacou a demanda antiga por essa abordagem, considerando a diversidade do Brasil e a capilaridade da atenção primária.

Essa expansão cobrirá todos os municípios com mais de 100 mil habitantes e as regiões metropolitanas, abrangendo mais de 60% da população brasileira. O coordenador-geral de Financiamento da Atenção Primária, Dirceu Klitzke, concluiu que o avanço é estratégico para compreender vulnerabilidades com maior precisão e orientar decisões sobre serviços de saúde e redes de atenção intersetoriais.

O seminário incluiu oficinas com instituições de pesquisa e iniciou a formação de uma rede nacional de pesquisadores para apoiar o desenvolvimento metodológico e o acompanhamento das análises na cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e o Ipea.

Realizado em parceria com a Agência Nacional do Sistema Único de Saúde (AgSUS), o evento contou com representantes da Casa Civil, dos ministérios do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento e Assistência Social e do Meio Ambiente, além do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

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