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Saúde

Ministério da Saúde avança na transição para insulina glargina no SUS

Reunião com estados e municípios discute estratégias para implementação segura da insulina de ação prolongada, priorizando crianças, adolescentes e idosos com diabetes.

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 19h42

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Foto: Gustavo Gloria/MS

O Ministério da Saúde realizou nesta quarta-feira (8 de abril) uma rodada de diálogo com representantes de estados e municípios participantes do projeto-piloto de transição da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro, em formato híbrido, focou no alinhamento de estratégias para avançar com a iniciativa.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri, conduziu o diálogo e destacou a importância da relação direta com os gestores locais para fortalecer a articulação entre os níveis de gestão. “A transição da insulina NPH para a glargina no SUS depende da participação dos estados e municípios. O Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com os gestores locais para planejar e organizar essa mudança de forma segura”, enfatizou De Negri.

A glargina oferece ação prolongada de até 24 horas, com aplicação única diária na maioria dos casos, facilitando o controle glicêmico e proporcionando maior comodidade aos pacientes. No setor privado, o tratamento pode custar até R$ 250 para dois meses. A ampliação no SUS segue as melhores práticas internacionais.

O projeto-piloto está em andamento no Distrito Federal, Paraná, Paraíba e Amapá, priorizando crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, e idosos a partir de 80 anos com diabetes tipo 1 e 2. A migração de pacientes foi iniciada em março, com monitoramento constante pelas Secretarias Estaduais de Saúde. Treinamentos foram promovidos para profissionais da Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica. Após os primeiros meses, será realizada uma avaliação dos resultados para definir a expansão para outros estados.

O debate contou com a participação de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), além de secretários-adjuntos da SCTIE, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) e do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da SCTIE.

A expansão do uso da insulina glargina resulta de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) envolvendo o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. Essa iniciativa prevê a transferência de tecnologia para o Brasil, reforçando a soberania nacional na produção de medicamentos e insumos de saúde em meio a um cenário global de escassez de insulina.

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